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PCM Entrevista: Mário Costa e o estado atual do ciclocrosse em Portugal

PCM Entrevista: Mário Costa e o estado atual do ciclocrosse em Portugal

A parca divulgação e cobertura das provas no terreno por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo

A falta de divulgação e cobertura das provas no terreno por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo é um dos grandes problemas que Mário Costa aponta para que a modalidade não tenha o sucesso desejado, inclusivamente dando um exemplo de que as provas nem são atrativas para os patrocinadores.

Este campo é um dos principais culpados pelo estado do ciclocrosse que nós temos, neste momento. O ciclocrosse em Portugal está a andar, um bocadinho, para trás e um pouco por culpa disso. Imagina, temos um patrocinador que investe numa prova e depois vai verificar o que é que colheu dali e no ano seguinte já não aposta de novo nessa prova e isso tem muito a ver com este assunto. As provas não têm a cobertura que deviam ter, desportivamente temos corridas muito interessantes que têm passado ao lado da maior parte das pessoas que acompanham o ciclismo. É fundamental este ponto ser alterado, nós não podemos querer estar em direto na RTP, em canal aberto, quando nós não fazemos o mínimo, ou seja, não temos uma página que faça a cobertura das corridas, e quando digo fazer as coberturas das corridas, é, se não há dinheiro para se fazer uma transmissão em direto, porque custa dinheiro, que se faça umas atualizações no Twitter, no Instagram, no Facebook, onde se entender, agora é imperativo que se faça alguma coisa. Não fazer nada e as provas serem fantasma, porque ninguém as vê, é que não pode continuar a acontecer.

Mário Costa
Em épocas passadas a FPC tinha um vídeo de highlights das provas nacionais, no entanto este ano o formato foi descontinuado.
Fonte: Canal de Youtube da UVP – FPC

Defende, mais uma vez, que as equipas poderiam ter um papel preponderante em fazer com que o ciclocrosse chegue a ainda mais pessoas, visto que a FPC não faz o trabalho mínimo, que é o de acompanhar a prova no terreno com qualquer tipo de pessoa.

As equipas também deviam procurar fazer isso, ou seja, se a FPC não faz o trabalho mínimo que é dar cobertura à prova, procurar alguém que seja consiga lançar updates da participação nas provas na página da própria equipa, para conseguirem dar algo mais aos patrocinadores e para aquela prova ser um bocado mais vista. Por outro lado, poderia haver alguém que pegasse num projeto, por exemplo Ciclocrosse Portugal, e que criasse dali uma plataforma em qualquer uma das redes sociais e que a partir daí essa pessoa já teria de ir às provas, porque vai participar ou ajudar alguma equipa e que pudesse ter um pouco de tempo nessa prova para lançar os updates das corridas, um pouco daquilo que vocês têm feito na PCM, mas de uma maneira mais abrangente.

Mário Costa

A Portuguese Cycling Magazine tem estado presente em algumas das provas de ciclocrosse e iremos continuar a tentar ajudar na divulgação da modalidade, tentando trazer as atualizações das corridas de Elites aos nossos seguidores, como temos vindo a fazer no nosso Instagram.

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