Opinião

Giro d’Italia: Menos de um mês para Budapeste

Giro d’Italia: Menos de um mês para Budapeste

E o João Almeida, meu?

Claro que há um nome que está ausente até ao momento, aquele todos vieram para ver, e carregaram para me poder insultar depois: João Pedro Gonçalves Almeida, João Almeida no mundo do ciclismo.

Podemos dizer que tem sido uma temporada um pouco tumultuosa para a pantera das Caldas neste início com a UAE-Emirates, mas, se quisermos ser objetivos, o saldo final tem sido positivo. Podemos, então, falar de um passo em frente de João Almeida quando se trata de discutir com os melhores do mundo, onde se destaca, como é óbvio, a vitória de etapa na Volta à Catalunha, aquela que podemos considerar a maior demonstração de força do João Almeida desde que chegou à alta roda do ciclismo mundial. A esta, somam-se ainda boas exibições no UAE Tour, mesmo que trabalhando para Pogacar, e no Paris-Nice, indo “de menos a mais”.

Porém, nem tudo são rosas e também há ilações a tirar. O clima interno da equipa parece bem tumultuoso, algo que mereceu amplo comentário num dos nossos episódios do PCMcast, com vária gente com valor a querer marcar a sua posição nesta nova temporada (e nem sempre trabalhando de bom grado para Almeida), mas no que ao Giro diz respeito parece não haver nenhuma ameaça interna à sua liderança. Por outro lado, os problemas de colocação e de se impor em dias complicados têm vindo ao de cima. Quando houve complicações no pelotão, João Almeida acabou sempre a perder tempo, principalmente em dias com condições climatéricas desfavoráveis. Habituado a estar na Quickstep, onde os dias de transição eram bem controlados pelo experiente contingente dos belgas, a tendência parece ser que Almeida sinta dificuldades naquelas etapas tensas no meio do pelotão.

Apresentados os argumentos, é hora de se tirarem as conclusões. No que a João Almeida diz respeito (e a desportistas portugueses em geral), há uma tendência a acharmos que vai sempre tudo correr bem. No entanto, como temos visto no começo de época, os azares também acontecem aos nossos. Almeida parece ser um corredor que tem a famosa boa terceira semana, mas, por outro lado, este ano conta com um percurso com pouco contrarrelógio, uma das suas grandes armas para ganhar tempo aos adversários. Ainda assim, acredito que hajauma forte possibilidade de podermos voltar a ver João Almeida de rosa este ano, tendo em conta o percurso inicial da corrida, quem sabe novamente no Etna.

No que à geral diz respeito, a minha aposta é conservadora, que o nosso João repita um resultado em linha com as suas anteriores classificações, ou seja, um lugar entre os cinco primeiros.

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