Opinião

Giro d’Italia: Menos de um mês para Budapeste

Giro d’Italia: Menos de um mês para Budapeste

Miguel Ángel López

Depois da polémica saída da equipa da Movistar no ano de 2021, que todos esperam conhecer mais profundamente na série da Netflix, Superman López regressou à casa que bem conhece, os cazaques da Astana. Tem sido uma época bem discreta para o trepador colombiano, com o pódio na Volta à Andaluzia mas onde a Astana saiu com a imagem manchada depois de uma trapalhada na etapa rainha e com um Tirreno-Adriático onde sucumbiu completamente na etapa decisiva. 

Ainda assim, o histórico deste atleta que já fez pódio no Giro em 2018 não o pode atirar para fora da lista de favoritos. É um ciclista que, tradicionalmente, tem as suas melhores exibições em Grandes Voltas e pode-se dizer que é o único que se pode gabar de ter derrotado Roglic e Pogacar nos últimos anos, quando venceu a etapa rainha do Tour de 2020

Acho que entra desvalorizado no Giro pelo episódio da Vuelta, situação que virou piada entre os adeptos, mas não podemos achar que agora López vai passar mais tempo dentro do carro da equipa do que em corrida. O que aconteceu na Vuelta foi a excepção, não a regra, e não podemos esquecer que nessa mesma Vuelta estava na luta pelo pódio. Para este Giro, acho que é também esse o seu objetivo mais coerente e uma boa exibição no Tour dos Alpes pode elevar a sua cotação entre os favoritos a vencer.

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