Ciclocrosse, Internacional, Nacional

Antevisão Taça do Mundo CX Benidorm: parte I – a escolha de Benidorm, o circuito, e a análise à lista de inscritos e principais favoritos

Antevisão Taça do Mundo CX Benidorm: parte I – a escolha de Benidorm, o circuito, e a análise à lista de inscritos e principais favoritos

A análise ao circuito

Sendo a primeira vez que Benidorm alberga uma corrida de ciclocrosse de nível internacional, o circuito desta prova da Taça do Mundo será uma incógnita para todos os crossers que nele vão pedalar. Ainda poucas imagens existem do traçado, e as que existem são insuficientes para perceber ao detalhe o palco das provas de domingo, nomeadamente a altimetria.

No entanto, algumas dicas têm surgido na imprensa internacional, mas também nos foram dadas pela Joana Monteiro e pelo Mário Costa (que poderás ler na segunda parte desta antevisão). De modo geral, o denominador comum é velocidade, será um percurso bastante rápido e relativamente pouco técnico, e que está dividido em duas partes distintas. Na primeira metade, logo após a reta da meta, os ciclistas entram, em descida, num “tapete” de relva, onde irão, após uma longa reta, inverter o sentido numa curva de 180 graus, e seguir em sentido contrário, em ligeira ascensão. Apesar de algumas curvas apertadas, nada que exija muita técnica, ainda para mais num solo macio e relvado. Após passar por uma ligeira secção off-camber que não causará grande celeuma aos ciclistas, o circuito segue até à primeira grande dificuldade do traçado, a caixa de areia. Daí, segue-se para o primeiro posto de material e para a única escadaria do percurso, que conduz o pelotão a uma zona de transição asfaltada, a secção mais dura da prova e com potencial para selecionar o pelotão: uma reta de 300 metros, a 8% de inclinação. Esta dura subida antecede a entrada na segunda metade do circuito, num cenário distinto do que aquele que os crossers encontram na primeira parte. Aqui, o terreno já será composto por terra e gravilha, por vezes com passagens estreitas, e com ligeiro sobe e desce no meio da floresta, naquela que será talvez a secção mais técnica do percurso, e um pouco assemelhada a um percurso de BTT. Já quase no final da volta, desce-se a grande velocidade até à segunda passagem pelo posto de material, e rapidamente se entra novamente na reta da meta.

Vídeo de uma volta ao circuito de Benidorm gravado hoje por Mário Costa. Canal de Youtube de Mário Costa
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