Estrada, Internacional

Wollongong 2022: A batalha do contrarrelógio

Wollongong 2022: A batalha do contrarrelógio

Corrida Masculina: Início 04:40 madrugada sábado – domingo

Do lado masculino o tiro de partida é dado às 04.40 da madrugada, e a grande notícia a ser a ausência de Wout Van Aert, abrindo espaço para uma possível terceira conquista de Filippo Ganna. 

O italiano não tem tido uma época propriamente dominadora, tem já sido batido em algumas ocasiões, inclusive nos mais recentes campeonatos da Europa (título que lhe insiste em fugir), mas por outro lado o italiano parece ter a capacidade de aparecer sempre ao seu melhor nível quando está em disputa o título mundial, como no ano passado em que fez uma ponta final de CR do outro mundo para ganhar um título que parecia que lhe ia fugir. 

A maior ameaça parece vir também novamente de um belga, Remco Evenepoel. O vencedor em título da Vuelta a España terminou no pódio todas as vezes que disputou o campeonato de contrarrelógio, tendo em 2019 sido segundo à frente de Ganna, faltando apenas a medalha de ouro no palmarés. O percurso não tão plano pode ajudar o belga, mas a grande dúvida será mesmo saber se ainda se encontra num bom estado de forma depois de todo o desgaste da Vuelta.

Mas candidatos ao pódio não faltam para esta madrugada australiana.

À cabeça a dupla de suiços Stefan Kung e Stefan Bissegger. Os dois corredores helvéticos que conquistaram os últimos três campeonatos da Europa e ambicionam agora a disputa pelo título mundial. Kung já sabe o que é ganhar uma medalha, foi bronze em 2020, mas este ano parece não estar tão forte no CR depois de se ter focado nas clássicas no início do ano. Já Bissegger parece ter deitado o azar para trás das costas com o título Europeu e procura a sua primeira medalha em mundiais.

Na luta pelas medalhas também deve estar Tadej Pogacar, o esloveno que chega à Austrália em estado de graça depois da vitória no GP de Montreal e sabemos que é capaz do melhor nas provas de contrarrelógio, como temos visto nos últimos Tour de France, mas será ele capaz de transpor as performances das provas por etapas para o Mundial?

Na categoria dos outsiders há que destacar o campeão britânico Ethan Hayter, que teve de abandonar precocemente a Volta a Espanha, e ainda o campeão neerlandês Bauke Mollema que parece nesta fase final da carreira ter descoberto as suas pernas de contrarrelogista.

Portugal está representado nesta prova por João Almeida e Nelson Oliveira, dois corredores que chegam a esta corrida depois de terem cumprido a Volta a Espanha e o cansaço pode pesar. Ainda assim, os lugares no top-20 parecem ser o objetivo mínimo, sendo que Nelson Oliveira tem no palmarés quatro lugares nos dez primeiros.

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