A quarta edição da Figueira Champions Classic trouxe o primeiro vencedor repetido, o português António Morgado, num sprint a dois com Alex Aranburu. Pau Martí, fechou em terceiro, no último lugar do pódio.
Equipas nacionais mostram as cores
Numa prova que se divide em duas partes, uma primeira fase mais fácil e a rolar e a segunda no circuito à volta da Figueira da Foz com as duras subidas da Rua do Parque Florestal e a de Enforca Cães, foram as equipas portuguesas a assumir o papel de destaque com Diogo Pinto e Diogo Narciso (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Rafael Reis (Anicolor / Campicarn), Daniel Viegas (Aviludo – Louletano – Loulé) e Pedro Pinto (Efapel Cycling).
No ponto intermédio da prova em aproximação à primeira passagem pelo centro da Figueira da Foz, vários ciclistas do pelotão lutaram por se juntar à frente da corrida, mas apenas Cedric Beullens (Lotto Intermarché), e Iker Gómez (Kern Pharma) o conseguiram, enquanto que Pedro Pinto se isolou na primeira passagem pela subida do Parque Florestal.
Figueira lança a corrida
A primeira passagem pela meta trouxe a junção dos escapados que ainda restavam, formando-se um grupo de quatro com Reis, Pinto, Beullens e Gómez.
Já dentro da segunda volta do circuito final, começaram os primeiros ataques dos favoritos, com atividade de Brandon McNulty e António Morgado (UAE Team Emirates – XRG), sendo que o primeiro formou grupo com Daniel Martínez (Red Bull – BORA – hansgrohe), Max Poole (Team Picnic PostN), e Riley Sheehan (NSN Cycling Team), que obtiveram rapidamente uma vantagem de 40 segundos sobre o pelotão principal, enquanto que o grupo da frente, o qual perderia Rafael Reis, conseguia manter uma vantagem de 1 minuto sobre o primeiro grupo perseguidor.
Super Brandon McNulty
Neste período de grande estabilidade, à entrada da última passagem do Parque Florestal, todos os grupos foram apanhados, com McNulty a impôr inicialmente um ritmo forte, com a equipa da Lotto Intermarché a colaborar na frente.
Um novo ataque de McNulty reduziu o grupo dos favoritos a 7, com repetição de Daniel Martinez, mas juntando-se agora o português António Morgado, Jarno Widar (Lotto Intermarché), Pau Martí (NSN Cycling Team), Thomas Gloag (Pinarello Q36.5 Cycling Team) e Alex Aranburu (Cofidis).
No pelotão, a equipa da Lidl – Trek, com apoio da Movistar, trabalhava para tentar chegar ao grupo da frente que chegou a ter uma vantagem de cerca de meio minuto, sempre com um formidável McNulty a assumir as despesas da corrida e a permitir ao grupo dos 7 chegar com cerca de 10 segundos à dificuldade final.
Morgado bicampeão
A subida final de Enforca Cães trouxe ataque devastador de Morgado, com o espanhol Aranburu a ser o único a conseguir seguir o ciclista português.
No sprint final, Morgado foi o mais forte e bateu Aranburu ao sprint, com Pau Martí a fechar o pódio e conseguir mais um bom resultado em terras lusas, ao bater Widar no sprint pelo terceiro lugar.
O melhor ciclista de uma formação portuguesa foi Tomas Contte, da Aviludo – Louletano – Loulé, em vigésimo quinto lugar.


