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PCMInsider #1: Team Farto – BTC (2/3)

LA VERSIÓN EN ESPAÑOL DEL PRIMER ARTÍCULO SE PUEDE VER AQUÍ.

A VERSÃO EM PORTUGUÊS DO PRIMEIRO ARTIGO PODE SER VISTA AQUI.

Na primeira parte desta reportagem apresentamos a história e a estrutura da Team Farto – BTC, uma equipa de ciclismo feminino baseada na Galiza e que na temporada de 2021 subiu ao escalão UCI. Hoje, na segunda parte do PCMInsider #1, a Portuguese Cycling Magazine divulga a entrevista realizada ao diretor geral do projeto desportivo, Brais Dacal, onde foram abordados vários temas, desde a sua carreira a pedalar e agora como diretor geral da equipa. Foram transcritos os conteúdos principais para português e espanhol, sendo que a entrevista completa, em espanhol, pode ser vista no início deste artigo ou no canal do YouTube da Portuguese Cycling Magazine.

A diabetes e a Team Novo Nordisk

A história de Brais Dacal no ciclismo começou cedo, em Espanha, onde competiu em várias equipas do nível amador. Em 2012 teve a maior oportunidade da sua carreira ao unir-se à equipa de desenvolvimento da Team Novo Nordisk, a qual apelida de “uma grande família”. Para Brais, que tem diabetes tipo 1 desde os seus 7 anos de idade, “era um sonho poder competir numa equipa como a Team Novo Nordisk, em que todos os atletas tinham diabetes como eu”. Esteve na estrutura norte-americana durante 5 anos, tempo suficiente para o fazer considerar que “foi uma experiência que me mudou bastante a vida, ensinou-me a importância do desporto como motor para uma mudança na nossa sociedade”.

O presente e o futuro da Team Farto – BTC

O projeto da Team Farto – BTC, apresentado na 1ª parte desta rubrica, é delineado a largo prazo como nos conta Dacal. “Espero que dure muitos anos, que tenha muito sucesso e sobretudo que consigamos levar adiante o plano que está por detrás, o projeto ‘Be The Change’, afirma, sem esconder a ambição de que “queremos que esta equipa seja uma referência a nível europeu e que daqui a dois ou três anos possamos ser uma equipa com condições totalmente profissionais”. A subida ao escalão UCI, o segundo mais importante na vertente feminina do ciclismo de estrada, traz mais ambição e expectativa. A participação nas provas do WorldTour que se realizarão em Espanha “são o objetivo principal do nosso calendário (…), a exposição e qualidade dessas corridas são sempre um aliciante para qualquer equipa UCI e vamos tentar estar presentes em todas, caso se cumpram”. Surgem também novos desafios e exigências para todas as atletas da formação galega, já que Brais garante que a equipa “não irá só passear as nossas bicicletas a essas corridas”.

Portugal nos planos?

O facto de a equipa espanhola ter três das melhores ciclistas portuguesas da atualidade nas suas fileiras é motivo mais do que válido para a Team Farto – BTC vir competir ao nosso país. Brais Dacal refere que “a presença em Portugal também nos interessa”, mas a indefinição do calendário para 2021 não permite grandes planos para as atletas. “Veremos que provas irão para a frente em Portugal e tentaremos estar presentes”.

Esta foi a segunda parte do PCMInsider #1, dedicado à equipa galega Team Farto – BTC. O terceiro e último artigo consiste numa entrevista exclusiva às três ciclistas portuguesas – Diana Pedrosa, Liliana Jesus e Melissa Maia. Não percam o próximo artigo da nova rubrica PCMInsider que irá sair no nosso site nos próximos dias!

Transcripción al español

La diabetes y el Team Novo Nordisk

La historia de Brais Dacal en el ciclismo empezó desde temprano en España, donde compitió en varios equipos de nivel amateur. En 2012 tuvo la mayor oportunidad de su carrera cuando se unió al equipo de desarrollo del Team Novo Nordisk, al que llama “una gran familia”. Para Brais, que tiene diabetes tipo 1 desde los 7 años, “era un sueño poder competir en un equipo como el Team Novo Nordisk, donde todos los deportistas tenían diabetes como yo”. Estuvo 5 años en la estructura estadounidense, tiempo suficiente para hacerle considerar que “fue una experiencia que cambió mucho mi vida, me enseñó la importancia del deporte como motor de cambio en nuestra sociedad”.

El presente y el futuro del Team Farto – BTC

El proyecto del Team Farto – BTC, presentado en la 1ª parte de esta rúbrica, se perfila a largo plazo como nos dice Dacal. “Espero que dure muchos años, que tenga mucho éxito y sobre todo que seamos capaces de llevar a cabo el plan que hay detrás, el proyecto ‘Be The Change’, afirma, sin ocultar la ambición de que “queremos que este equipo sea un referente a nivel europeo y que en dos o tres años podamos ser un equipo con unas condiciones totalmente profesionales”. El ascenso al nivel UCI, el segundo más importante en el lado femenino del ciclismo de ruta, trae más ambición y expectativa. La participación en los eventos WorldTour que tendrán lugar en España “son el principal objetivo de nuestro calendario (…), la exposición y la calidad de estas carreras son siempre atractivas para cualquier equipo UCI e intentaremos estar presentes en todas ellas, si se cumplen”. También hay nuevos retos y exigencias para todas las deportistas de la formación gallega, ya que Brais garantiza que el equipo “no irá solo pasear la bici a estas carreras”.

Portugal en los planes?

El hecho de que el equipo español cuente con tres de las mejores ciclistas portuguesas de la actualidad en sus filas es un motivo más que válido para que el Team Farto – BTC venga a competir en Portugal. Brais Dacal asegura que “la presencia en Portugal también nos interesa”, pero la incertidumbre del calendario para 2021 no permite grandes planes para las deportistas. “Veremos qué pruebas avanzan en Portugal e intentaremos estar presentes”.

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