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Mês em Português – Fevereiro de 2026

Fevereiro confirmou o excelente início de época do ciclismo português, com resultados expressivos tanto na estrada como na pista. Entre vitórias de relevo, títulos europeus e uma presença consistente nas principais provas do calendário WorldTour, os corredores nacionais voltaram a demonstrar a sua qualidade e competitividade ao mais alto nível.

O mês arrancou com uma boa exibição de Iuri Leitão no Trofeo Palma, corrida que no ano anterior tinha sido conquistada pelo atleta da Caja Rural – Seguros RGA. Desta vez, o vianense sprintou para um sólido 4.º lugar, numa corrida ganha por Arne Marit (Red Bull – BORA – Hansgrohe). Este bom resultado, no seu primeiro dia de competição na estrada, serviu de aperitivo para aquilo que viria a alcançar nos Campeonatos da Europa de Pista, na Turquia.

© Rafa Gomez | Sprint Cycling Agency

Nos Europeus de Pista, realizados em Konya, a comitiva portuguesa destacou-se ao conquistar duas medalhas: uma de ouro e outra de prata. Primeiro, Iuri Leitão sagrou-se campeão europeu de Omnium, vencendo três das quatro provas que compõem esta disciplina. No último dia de competição, o campeão olímpico de Paris 2024 uniu forças com Diogo Narciso na corrida de Madison, tornando-se vice-campeões na especialidade, apenas superados pela dupla alemã.

© Roberto Bettini | UEC
© Roberto Bettini | UEC

Após iniciar a temporada com um 18.º lugar no Trofeo Palma, Rui Oliveira seguiu para o Médio Oriente, participando na Muscat Classic e no Tour de Oman. Na corrida de um dia, o ciclista da UAE Team Emirates finalizou na 7.ª posição, dando boas indicações sobre o seu estado de forma. Na prova por etapas, evidenciou a sua faceta multidisciplinar, lançando Juan Sebastián Molano para a vitória na etapa inaugural e estando em fuga numa das jornadas de montanha.

© Alessandro Perrone | UAE Team Emirates
© Alessandro Perrone | UAE Team Emirates

No continente europeu, João Almeida estreou-se em 2026 na Volta à Comunidade Valenciana. Assim como na época transata, o atleta natural de A-dos-Francos concluiu a corrida no 2.º lugar, apenas atrás de Remco Evenepoel. Pelo segundo ano consecutivo a ‘Pantera das Caldas’ terminou a prova espanhola no pódio, deixando no ar a expectativa de uma boa participação na Volta ao Algarve.

© Luis Angel Gomez | UAE Team Emirates

Em território nacional, a temporada velocipédica arrancou com a Figueira Champions Classic. Tal como em 2025, António Morgado foi o grande vencedor da Clássica da Figueira, derrotando no mano-a-mano Alex Aranburu e alcançando a sua segunda vitória na presente época. Entre as equipas portuguesas presentes na Figueira da Foz, a Aviludo – Louletano – Loulé foi a melhor formação em prova, ao terminar com Tomas Contte no 25.º posto.

Terminada a Figueira Champions Classic, grande parte do pelotão rumou ao sul de Portugal para a 52.ª edição da Volta ao Algarve em bicicleta. Com exceção de Afonso Eulálio, que participou no UAE Tour, todos os ciclistas portugueses do WorldTour e do cenário Pro Continental estiveram presentes n’A Algarvia.

Entre chegadas ao sprint, contrarrelógio e etapas com chegada em alto, João Almeida destacou-se ao terminar a Volta ao Algarve na 3.ª posição, atrás de Paul Seixas e do vencedor final Juan Ayuso. Nas etapas propícias para os velocistas, Rui Oliveira foi o mais regular dos portugueses, concluindo a 1.ª e a 4.ª etapas nos 10.º e 15.º lugares, respetivamente.

© Tommaso Pelagalli | UAE Team Emirates

Quanto às estruturas continentais portuguesas, a Aviludo – Louletano – Loulé voltou a destacar-se com Tomas Contte a vencer a classificação de melhor trepador. Nas chegadas rápidas, Santiago Mesa (Anicolor / Campicarn) revelou ser o mais veloz, tendo sido 8.º na chegada a Lagos e, na classificação geral final, Artem Nych, também na Anicolor / Campicarn e vencedor em título da Volta a Portugal em bicicleta, acabou a prova algarvia no Top20.

Infelizmente, o mês de fevereiro terminou com alguns percalços para os atletas nacionais: Rui Oliveira esteve envolvido numa queda que o retirou da Omloop Nieuwsblad, enquanto Nelson Oliveira sofreu um acidente durante um treino, do qual resultou uma fratura da clavícula direita.

Em março, a temporada entra em “modo cruzeiro”, com o regresso das clássicas do empedrado e do primeiro monumento do ano – a Milano-Sanremo. O calendário internacional ganha ainda maior intensidade com algumas das mais prestigiadas corridas por etapas do WorldTour, como o Paris-Nice, o Tirreno-Adriatico e a Volta à Catalunha.

© Massimo Fulgenzi | Sprint Cycling Agency
© Luis Angel Gomez | Sprint Cycling Agency

No panorama nacional, a época acelera com as primeiras provas pontuáveis para a Taça de Portugal, a par da realização do Troféu Internacional da Arrábida e da tradicional Volta ao Alentejo, que voltam a colocar o pelotão português na estrada.

© Matias Novo | Podium Events