O campeão do mundo derrotou Tom Pidcock (Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team) ao sprint, na Via Roma, adicionando mais um monumento ao seu já fantástico palmarés! Wout Van Aert completou o pódio final, mesmo tendo estado a mais de um minuto do grupo de Tadej Pogačar.
A 117.ª edição da “La Primavera” voltou a apresentar ao pelotão o seu icónico percurso de quase 300 quilómetros, com partida em Pavia e chegada à mítica Via Roma, em Sanremo. Como dita a tradição, as principais dificuldades orográficas seriam o Passo del Turchino (2,4 km’s a 5,2%), os três Capos – Mele, Cervo e Berta – e, já na fase decisiva, as emblemáticas subidas à Cipressa (5,7 km’s a 4,1%) e ao Poggio di Sanremo (3,7 km’s a 3,8%), sempre importantes para a definição do vencedor final.

Após a partida oficial, alguns ciclistas saltaram do pelotão com o objetivo de formar a fuga que viria a marcar a corrida. Contudo, num momento insólito, os corredores em questão seguiram inadvertidamente os veículos da organização, acabando por sair do trajeto original e sendo, por consequência, rapidamente absorvidos pelo pelotão.
Mesmo assim, pouco depois do embaraço, nove atletas (Martin Marcellusi, Manuele Tarozzi, Lorenzo Milesi, Manlio Moro, Andrea Peron, David Lozano, Dario Igor Belletta, Mirco Maestri e Alexy Faure Prost) conseguiram distanciar-se, formando a escapada que viria a marcar a Milano – Sanremo de 2026.
Apenas a oitenta quilómetros da meta e com os fugitivos a quase sete minutos de distância, Silvan Dillier (Alpecin – Premier Tech) deixou a liderança do pelotão, cedendo o posto a Domen Novak (UAE Team Emirates – XRG) e dando início a uma nova fase da prova.
Com a UAE Team Emirates – XRG no comando, a vantagem da fuga reduziu-se drasticamente ao longo das passagens pelos três Capos. Ainda assim, nas imediações da subida à Cipressa, Tadej Pogačar sofreu uma queda, envolvendo outros ciclistas (como Mathieu Van der Poel e Wout Van Aert) e ficando momentaneamente cortado em relação à frente da corrida.
Com uma enorme ajuda de Brandon McNulty no posicionamento para a Cipressa e com o lançamento perfeito de Isaac del Toro, o campeão do mundo voltou a atacar nessa subida, com resposta imediata de Tom Pidcock e de Mathieu Van der Poel.
Na ligação ao Poggio di Sanremo, o “trio maravilha” perdeu parte da vantagem conquistada, mas conseguiu manter-se na frente da corrida. Já na subida final, Mathieu Van der Poel cedeu, vendo escapar a possibilidade de alcançar o tricampeonato na Milano–Sanremo. O esloveno da UAE Team Emirates – XRG ainda tentou testar o ciclista britânico, mas sem conseguir fazer a diferença.
Ultrapassada a descida do Poggio, a desconfiança entre Tadej Pogačar e Tom Pidcock começou a instalar-se nos metros finais. No mano a mano decisivo, o campeão do mundo revelou ser o mais veloz, conquistando pela primeira vez a “La Primavera” e elevando para onze o número de vitórias em monumentos do ciclismo.
Foto de capa: Milano – Sanremo


