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A luta pelo pódio no Tour de France

Florian Lipowitz

© Dario Belingheri | Getty Images

À semelhança do seu atual companheiro de equipa, Remco Evenepoel, Florian Lipowitz estreou-se no Tour de France com um impressionante 3.º lugar na classificação geral, a 11 minutos de Tadej Pogacar, vencedor da edição de 2025.

Até então, o ciclista alemão apenas tinha participado em duas grandes voltas, ambas em 2024: o Giro d’Italia e a Volta a Espanha. Se, na corrida italiana, foi obrigado a abandonar, na Vuelta terminou no Top 10 da classificação geral. O pódio alcançado na última edição do Tour de France elevou, por isso, Lipowitz a uma nova dimensão no pelotão internacional, reforçando o seu estatuto não só no seio da Red Bull – BORA – Hansgrohe, mas também junto dos seus principais adversários.

O atleta germânico iniciou a temporada de 2026 no Trofeo Ses Salines, onde, ao lado de Remco Evenepoel e companhia, conquistou o contrarrelógio coletivo, num importante ensaio para o esforço por equipas que terão de enfrentar na etapa inaugural do Tour de France. Já em fevereiro, Lipowitz participou na Volta ao Algarve e, apesar de não ter estado ao seu melhor nível, deixou indicações positivas ao terminar na 8.ª posição da classificação geral.

Ainda na Península Ibérica, o corredor de 25 anos participou na Volta à Catalunha e na Volta ao País Basco, concluindo ambas as provas no pódio final. Já no Tour de Romandie, no final do mês de abril, voltou a demonstrar uma excelente forma, sendo apenas superado por Tadej Pogacar. Nas vésperas do início da grande volta francesa, Lipowitz dominou a Volta à Eslovénia, somando duas vitórias em etapas e a conquista da classificação geral.

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Com estes triunfos na antecâmara do Tour de France, Lipowitz chega motivado para repetir uma grande prestação na principal prova do calendário velocipédico. Ainda assim, dentro da hierarquia da Red Bull – BORA – Hansgrohe, o alemão terá um papel de segundo plano, estando na sombra de Evenepoel, principal aposta da formação alemã para a classificação geral.

© Sportida

Tal como já referido anteriormente, a decisão da equipa germânica é discutível, tendo em conta a solidez e a confiança que Lipowitz transmite nas corridas por etapas, ao passo que o campeão olímpico ainda levanta algumas reservas antes do início da Grande Boucle. Ainda assim, a aposta em dois corredores com ambições à classificação geral poderá revelar-se determinante na luta por um lugar entre os três primeiros, nem que seja pela vantagem numérica face aos principais adversários.

Analisando detalhadamente ambos os ciclistas, é inquestionável que, neste momento, Lipowitz transmite mais garantias de voltar a alcançar um pódio no Tour de France do que Evenepoel. Um corredor capaz de terminar grande parte das corridas por etapas dentro do Top 10 é, por natureza, uma fonte de regularidade e fiabilidade ao longo de três semanas de competição. As características do alemão aproximam-se, aliás, das de João Almeida, sobretudo pela sua qualidade na alta montanha, no contrarrelógio e pela consistência que apresenta tanto em provas de uma semana como nas grandes voltas.

Será Florian Lipowitz capaz de confirmar no Tour de France que o pódio alcançado no ano passado não foi um acaso? Conseguirá manter a regularidade que o define e voltar a discutir os lugares cimeiros da classificação geral? E como se irá equilibrar a liderança partilhada com Remco Evenepoel numa equipa cheia de ambições?

© Maximilian Fries

Página 5: Isaac del Toro (UAE Team Emirates – XRG)

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