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A luta pelo pódio no Tour de France

Paul Seixas

© Billy Ceusters | Getty Images

Na segunda temporada enquanto ciclista profissional, Paul Seixas vai estrear-se em grandes voltas logo no maior palco possível: o Tour de France. Aos 19 anos, o ciclista da Decathlon CMA CGM Team é apontado como a grande esperança do ciclismo francês para conquistar a corrida, procurando pôr fim a um jejum que já dura há mais de 40 anos.

Tal como Tadej Pogacar (em 2018) e Isaac del Toro (em 2023), Seixas venceu em 2025, enquanto atleta do escalão sub-23, o Tour de l’Avenir, depois de já ter terminado o Critérium du Dauphiné desse ano no Top 10. Após essa conquista, o lusodescendente voltou a demonstrar toda a sua qualidade e potencial, tanto na prova de fundo dos Campeonatos da Europa – onde terminou no pódio – como na Volta à Lombardia, concluindo na 7.ª posição.

Face a estas exibições extraordinárias na segunda metade da época de 2025 e considerando a sua tenra idade, o corredor francês ganhou o estatuto de líder da formação da Decathlon CMA CGM Team, passando a assumir um calendário diferente do ano anterior. Até ao momento, Seixas já realizou um total de 23 dias de competição, somando sete vitórias. Entre essas conquistas destacam-se a vitória na 2.ª etapa da Volta ao Algarve – com chegada ao Alto da Fóia – três etapas e a classificação geral da Itzulia Basque Country, bem como a conquista da Flèche Wallonne.

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No Tour Auvergne – Rhône – Alpes, corrida de preparação para o Tour de France, o ciclista francês esteve na luta pela classificação geral até ao penúltimo dia de competição, quando sofreu uma queda e perdeu algum tempo face à concorrência mais direta. Por essa razão, já durante os primeiros quilómetros da última etapa da prova gaulesa, Seixas foi forçado a abandonar devido às consequências do incidente da jornada anterior, comprometendo assim uma preparação ideal para a Grande Boucle.

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Já totalmente recuperado das mazelas resultantes dessa queda, Seixas marcará presença no Tour de France sem qualquer pressão imediata em termos de classificação geral, tendo em conta que se trata da sua estreia em corridas de três semanas, ainda que seja considerado um dos maiores diamantes do ciclismo mundial.

Essa menor responsabilidade em relação a um lugar entre os melhores na classificação geral do Tour de France é percetível na escolha dos corredores pela Decathlon CMA CGM Team. A presença de Olav Kooij (e do seu lançador Cees Bol) sugere que, para além do jovem prodígio, a equipa também pretende disputar vitórias ao sprint com o velocista neerlandês. Caso o objetivo passasse por apoiar totalmente Seixas na luta pelo pódio, as vagas ocupadas por sprinters seriam, provavelmente, preenchidas por roladores ou trepadores adicionais para o ajudar na alta montanha.

Sendo ainda um território por explorar por parte do lusodescendente, o mais sensato será baixar as expectativas em relação à classificação geral e permitir que o corredor possa surpreender ao terminar nos lugares cimeiros, em vez de lhe incutir demasiada pressão e arriscar uma quebra nas etapas de montanha. Ainda assim, tendo em conta o seu quase infinito potencial, é plausível que Seixas venha a discutir o pódio em Paris, acompanhando eventualmente Pogacar e Vingegaard nos Campos Elísios.

Será Paul Seixas capaz de confirmar no Tour de France todo o potencial que lhe é atribuído? Conseguirá o jovem francês lidar com a pressão de uma nação ao longo das três semanas de competição? E até que ponto poderá o seu talento natural levá-lo, logo na estreia, a discutir os lugares cimeiros da classificação geral em Paris?

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