O ciclismo está de volta às estradas alentejanas, com a 43º edição da Volta ao Alentejo a começar já amanhã até ao próximo domingo. No total vão ser disputadas cinco etapas, com destaque para o regresso do contrarrelógio, após três anos de ausência, e, a chegada à serra de São Mamede na quarta etapa, que deverá ditar o vencedor da alentejana.
À partida está prevista a presença de 20 equipas que se dividem da seguinte forma: Nove equipas Continentais UCI portuguesas (Anicolor / Campicarn, Aviludo – Louletano – Loulé, Credibom / LA Alumínios / Marcos Car, Efapel Cycling, Feira dos Sofás – Boavista, GI Group Holding – Simoldes – UDO, Óbidos Cycling Team, Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua, Team Tavira / Crédito Agrícola), quatro equipas de desenvolvimento Worldtour (UAE Team Emirates Gen-Z, EF Education – Aevolo, Movistar Team Academy, NSN Development Team), as quatro equipas de clube nacionais (Inovocorte Cycling, Porminho Team Sub-23, Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E.Leclerc, Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo) e, ainda, três equipas de clube espanholas (High Level – Gsport – Grupo Tormo, Club Ciclista Padronés Cortizo, Caja Rural – Alea).
Tudo o que precisas de saber sobre o percurso!
Ao longo das cinco etapas, os ciclistas vão ter de percorrer um total de 675,9 quilómetros, com passagem pelos 25 municípios das quatro sub-regiões alentejanas. Esta vai ser uma volta com um percurso muito completo, composto por três etapas maioritariamente planas, onde duas vão ter uma chegada técnica, um contrarrelógio individual e uma etapa montanhosa, com chegada ao Alto de São Mamede.
1.ª Etapa (quarta-feira 25/03): Sines – Almodôvar (173,7 quilómetros)
A etapa inaugural corresponde à mais longa desta 43ª edição, com um percurso maioritariamente plano. O tiro de partida vai ser dado em Sines e vão ser percorrido 173,7 quilómetros até Almodôvar, sítio onde vai ser definir o vencedor da etapa e primeiro líder da classificação geral. Até lá, vão ter de enfrentar um prémio de montanha, com a subida ao Vale Santiago (4ª categoria), ao quilómetro 80, e duas metas volantes localizadas em Aljustrel (KM 129,1) e em Castro Verde (km 151,8). Prevê-se um final rápido, sendo, por isso, uma oportunidade para os sprinters.

2.ª Etapa (quinta-feira 26/03): Ferreira do Alentejo – Montemor-O-Novo (161,9 quilómetros)
A dificuldade começa a aumentar já na segunda etapa. Embora o início seja maioritariamente plano, com uma meta volante localizada em Cuba, ao quilómetro 23,1, a meio dos 161,9 quilómetros está situada uma contagem de montanha, com a subida de 3ª categoria ao Escoural. Por fim, vão ter ainda de sprintar na meta volante de Montemor (101,3), antes de chegar ao próximo desafio, já na aproximação à meta. O último quilómetro vai ser técnico e decisivo, composto por 400 metros de subida e empedrado até ao Castelo de Montemor-o-Novo. Assim, apesar de se prever uma etapa rápida, poderá haver surpresas no vencedor.

3.ª Etapa (sexta-feira 27/03): CRI – Crato – Crato (23,9 quilómetros)
A terceira etapa marca o regresso do contrarrelógio individual à Volta ao Alentejo, depois da sua ausência nos últimos três anos. Vai-se realizar no Crato e tem a duração de 23,9 quilómetros, com um percurso maioritariamente plano e sem grandes dificuldades técnicas. Semelhante à etapa anterior, a parte final (último quilómetro) vai ser finalizada em ruas empedradas. Como habitual, o contrarrelógio deverá ser fundamental na decisão das contas finais.

4.ª Etapa (sábado 28/03): Vila Viçosa – Serra de São Mamede – Portalegre (153,3 quilómetros)
No sábado vai ser dia de etapa rainha. Os quilómetros nem são muitos e o início vai ser calmo, com duas metas volantes instaladas em Campo Maior (km 56.6) e Arronches (km 79,8), mas a partir daí o nível de dificuldade vai ser elevado… sempre a subir. São três os prémios de montanha que os ciclistas vão ter de enfrentar: o primeiro localiza-se no Alto do Souto da Relva, uma subida de 2ª categoria, ao quilómetro 110,5; o segundo coincide com o Alto das Reveladas, também de segunda categoria, ao quilómetro 129,3; e, por fim, o último diz respeito às Antenas de São Mamede, uma subida de 1ª categoria e onde a corrida termina. Esta etapa promete grande espetáculo, com vários ataques ao longo de todo o percurso, mas com um grupo reduzido a lutar pela etapa… grupo que deve ter os ciclistas que melhor posicionados vão ficar na classificação geral.

5.ª Etapa (domingo 29/03): Moura – Évora (163,1 quilómetros)
O epílogo da Volta ao Alentejo vai ser efetuado entre Moura e Évora, cidade que costuma coroar os vencedores das diversas classificações. No total, vão ser 163,1 quilómetros, com passagem por Monsaraz (km 49,4), onde está situado um prémio de montanha (subida de 3ª categoria), e o restante trajeto vai ser praticamente plano, com duas metas volantes, uma em Reguengos (km 66,7) e outra em Évora (km 120,2). A aproximação à meta promete ser exigente, com um final técnico, também com trechos de piso empedrado e três lombas nos cinco quilómetros finais.

Os nomes a ter em conta e algumas possíveis surpresas!
Tendo a alentejana um percurso bastante completo, com duas etapas que vão ser fundamentais na decisão da classificação geral, tanto a de contrarrelógio individual, como a chegada à serra de São Mamede, os ciclistas que têm mais hipóteses de vencer esta edição são os que melhor se adequam às diferentes características do percurso. Assim, alguns dos nomes a apontar para a geral são: Jack Makohon (EF Education – Aevolo), Artem Nych e Alexis Guerin (Anicolor / Campicarn), Nicolás Tivani e Tomas Contte (Aviludo – Louletano – Loulé), Emanuel Duarte (Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car), Pedro Silva e David Domínguez (Feira dos Sofás – Boavista), Adrian Bustamante (Gi Group Holding – Simoldes – UDO), Tiago Antunes (Efapel Cycling), Zachary Marriage (NSN), Mario Silva (Caja Rural – Alea), Ibai Villate (Movistar Team Academy) e Daan Dijkman, Enea Sabinello e Moritz Mauss (UAE Team Emirates Gen-Z).
Por sua vez, nas etapas com possíveis chegadas ao sprint, os nomes a ter em conta são: João Martins (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn), Iker Bonillo (Feira dos Sofás – Boavista), Leangel Linarez e João Matias (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua), Enric Igual (Movistar Team Academy), Francisco Campos e Carlos Salgueiro (Team Tavira / Crédito Agrícola), Joan Bennassar (High Level – Gsport), Matteo Winjgaert (UAE Team Emirates Gen-Z), além de nomes como Nico Tivani, David Domínguez e Tiago Antunes.
Existem também outros ciclistas que podem surpreender, entre os quais, Rafael Reis (Ancilor/Campicarn) no CRI, André Carvalho e Daniel Viegas (Aviludo / Louletano / Loulé), João Medeiros e Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), João Silva (Feira dos Sofás-Boavista), Diogo Gonçalves, Lucas Lopes, David Peña, Tiago Leal (Efapel Cycling), José Fernandes e Gaspar Gonçalves (Gi Group Holding – Simoldes – UDO), Daniel Dias (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua), Diogo Barbosa (Team Tavira / Crédito Agrícola), Raul Rota (Inovocorte), Rui Siva (Porminho Team Sub-23) e Maksym Bilyi (Cortizo).
Onde acompanhar?
A Volta ao Alentejo vai ter transmissão em direto na RTP2 e na Antena1 ao longo das cinco etapas. A Portuguese Cycling Magazine vai fazer uma publicação diária ao longo desta 43ª edição.


