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Volta a Portugal do Futuro sobe de escalão e arranca esta quinta-feira

A Volta a Portugal do Futuro, considerada o maior palco nacional para os ciclistas do escalão sub-23, vai iniciar esta quinta-feira a sua 33ª edição, com uma grande novidade: a reintegração da prova na Classe 2.2 UCI e a consequente participação de equipas internacionais, entre as quais, a UAE Team Emirates Gen Z.

Como habitual, a corrida vai ser disputada em quatro etapas, que ligam Abrantes a Espinho ao longo de 577,3 quilómetros, com passagem por Oleiros, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Penela, São Pedro do Sul e Castro Daire.

Tudo sobre o percurso:

1º etapa: Abrantes – Oleiros (145,3 quilómetros)

O tiro de partida da corrida será dado em Abrantes, para uma etapa de 145,3 quilómetros até Oleiros, que promete fazer diferenças logo no primeiro dia. Apesar de uma fase inicial maioritariamente plana, com meta volante em Abrantes (km 33,1), as dificuldades surgem cedo, com a subida de 3.ª categoria em Vilelas, ao km 42.

A partir daí, o terreno torna-se mais irregular até à entrada na fase decisiva, marcada pela meta volante em Proença-a-Nova (km 112,9) e, sobretudo, pela subida de 1.ª categoria ao Parque Eólico de Oleiros, situada a cerca de dez quilómetros da meta. A dureza da ascensão deverá reduzir significativamente o grupo antes da chegada ao centro da vila.

Perfil da 1ª etapa
© Livro de Prova

2º etapa: Figueiró dos Vinhos – Castanheira de Pera (142,6 quilómetros)

A segunda etapa promete voltar a fazer diferenças, num percurso marcado pelo constante sobe e desce entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. O pelotão sub-23 vai enfrentar três contagens de montanha, começando com a subida de 2.ª categoria em Vila de Rei, ao km 45,3. Segue-se a contagem de 3.ª categoria em Ferreira do Zêzere, ao km 62,7, antes da principal dificuldade do dia: a subida de 1.ª categoria ao Ameal, localizada a pouco mais de dez quilómetros da meta. O final será em descida até Castanheira de Pera. Pelo caminho, estarão ainda em disputa duas metas volantes, na Sertã (km 27,1) e em Figueiró dos Vinhos (km 110,1).

Perfil da 2ª etapa
© Livro de Prova

3ª etapa: Penela – São Pedro do Sul (156 quilómetros)

A terceira etapa surge como a primeira oportunidade para os sprinters, apesar de existir uma subida de 3ª categoria, a 11 quilómetros da meta, onde se vai bonificar para a camisola da montanha.

Com partida em Penela, o pelotão vai ainda disputar metas volantes em Vila Nova de Poiares e Tondela, aos quilómetros 34 e 93,6, respetivamente, e, ainda, um PM em Lavradio, ao km 52,5, numa subida de 3ª categoria. Salvo surpresas, tudo aponta para uma chegada ao sprint no centro de São Pedro do Sul.

Perfil da 3ª etapa
© Livro de Prova

4ª etapa: Castro Daire – Espinho (133,4 quilómetros)

A última etapa da Volta a Portugal do Futuro arranca em Castro Daire e apresenta dificuldades logo nos primeiros quilómetros. O pelotão sobe ao Montemuro, contagem de 2.ª categoria situada ao km 15,7, antes de enfrentar uma longa fase de descida, que inclui a passagem numa meta volante em Cinfães. Quando esta terminar, existe uma ascensão de 2ª categoria, em Piares, ao km 52,3, seguida por uma fase mais regular rumo ao litoral. Ainda assim, haverá espaço para nova contagem de montanha em Meires (3.ª categoria) e para uma meta volante em Canedo.

Tudo indica que a corrida termine, novamente, ao sprint, em Espinho, cidade que vai coroar o vencedor desta 33ª edição da Volta a Portugal do Futuro.

Perfil da 4ª etapa
© Livro de Prova

As equipas presentes

De acordo com a startlist, o pelotão vai ser constituído por 91 ciclistas, distribuídos por 15 equipas. Destas, cinco são UCI continentais portuguesas (Óbidos Cycling Team, Feira dos Sofás-Boavista, Feirense-Beeceler, GI Group Holding-Simoldes-UDO e Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), quatro são equipas de clube nacionais (Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo, Inovocorte, Porminho Team Sub-23 e Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E.Leclerc), três são espanholas (Caja Rural Alea, Supermercado Froiz e Technosylva Rower Bembibre), uma francesa (Martigues SC-Payden&Ryrel), a UAE Team Emirates Gen Z e, ainda, a seleção nacional sub-23.

O número reduzido de equipas UCI continentais de Portugal está relacionada com o facto de apenas poderem participar com um mínimo de cinco ciclistas.

Quem irá suceder a Lucas Lopes?

Lucas Lopes, ao serviço da Radio Popular-Boavista, foi o grande vencedor da 32ª Volta a Portugal do Futuro
© Matias Novo

As dez contagens de montanha distribuídas pelas quatro etapas prometem trazer grande dureza à corrida, deixando a luta pela camisola amarela reservada aos corredores mais resistentes e completos.

A estrutura da Feira dos Sofás-Boavista parte com o objetivo de conquistar a segunda vitória consecutiva na geral, desta vez com Afonso Lopes e Rúben Rodrigues como principais armas. Ainda assim, a concorrência promete ser forte, principalmente com a presença das equipas estrangeiras. Da parte da UAE Team Emirates Gen Z, Matvei Boldyrev e Ugo Fabries são nomes a ter em conta, assim como Rafael Durães (Equipa Portugal), Rafael Barbas (Tavfer–Ovos Matinados–Mortágua) e Jesse Maris (Technosylva Rower Bembibre).

No entanto, existem outros ciclistas que podem surpreender, tais como: André Ribeiro, André Andrey e Pedro Castro Pinto (GI Group Holding–Simoldes–UDO), Guilherme Mesquita (Feirense-Beeceler), Daniel Moreira (Equipa Portugal), Jeremy Smith (Óbidos Cycling Team), Sven van der Werf (Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo) e Bruno Lopes (Porminho Sub-23 Team).

Nas etapas mais favoráveis aos sprinters, os principais candidatos às chegadas rápidas deverão ser João Martins (Equipa Portugal), Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre) e Albert Roca (Caja Rural Alea).

© foto: Matias Novo

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