Tadej Pogacar venceu, este domingo, a sua terceira Ronde van Vlaanderen, com mais uma exibição dominante que deixou Mathieu van der Poel no 2.º lugar e o estreante Remco Evenepoel no 3.º.
Nos primeiros quilómetros dos 279 da prova, formou-se uma fuga numerosa. A presença de Silvan Dillier deu conforto à Alpecin-Deceuninck e obrigou a UAE Team Emirates-XRG a assumir o controlo do pelotão. Rui Oliveira e António Morgado tiveram, por isso, de trabalhar cedo, comprometendo quaisquer ambições individuais.
Ainda assim, a equipa de Pogacar manteve-se sólida e começou a endurecer a corrida no Molenberg. A seleção natural formou um grupo de cerca de 20 ciclistas, que viria a alcançar a fuga inicial. Com boa colaboração, esse grupo conseguiu manter-se destacado durante vários quilómetros.
Fórmula vencedora
Tadej Pogacar goes solo on the final time Oude Kwaremont! 🥵 #RVV26 #FLCS pic.twitter.com/8ajV1ANV3Q
— Ronde van Vlaanderen (@RondeVlaanderen) April 5, 2026
O momento decisivo era previsível: a primeira sequência de Oude Kwaremont e Paterberg. Mas antecipar não é suficiente para impedir Pogacar. Van der Poel, Evenepoel, Wout van Aert e Mads Pedersen ainda responderam à primeira aceleração do esloveno, mas apenas o neerlandês resistiu, e com grande dificuldade. Evenepoel entrou então numa longa perseguição, sempre com os líderes à vista, mas sem conseguir reduzir a diferença.
Na última passagem pelo Oude Kwaremont, Pogacar voltou a aplicar a fórmula vencedora dos anos anteriores. Acelerou na zona mais dura e deixou definitivamente van der Poel para trás. A vantagem construída foi decisiva, permitindo ao esloveno conquistar a sua terceira vitória neste monumento e reforçar o seu estatuto entre a elite do ciclismo.
Van der Poel segurou o 2.º lugar, Evenepoel confirmou um impressionante pódio na estreia, enquanto van Aert voltou a terminar em 4.º, seguido de Pedersen. Segue-se a Paris-Roubaix, onde Pogacar continuará a perseguir um objetivo ambicioso: vencer os cinco monumentos numa só temporada, um feito histórico que começa, cada vez mais, a parecer possível.


