Remco Evenepoel
Soudal Quick-Step > Red Bull – BORA – Hansgrohe

Após sete épocas de enorme sucesso na Soudal Quick-Step, marcadas por triunfos em campeonatos do mundo, monumentos e em provas de uma e de três semanas, Remco Evenepoel inicia um novo capítulo na sua carreira, assinando um contrato com a Red Bull – BORA – Hansgrohe válido para as próximas temporadas.
Os rumores em torno de uma eventual saída do campeão olímpico da formação belga já não eram recentes. Em 2023, Evenepoel esteve muito perto de assinar com a INEOS Grenadiers, mas o negócio acabou por ruir devido à cláusula de sete milhões de euros que a equipa britânica teria de pagar à estrutura então comandada por Patrick Lefevere.
No entanto, após as contratações de Mikel Landa, para 2024, e de Valentin Paret-Peintre, para 2025, pensadas para reforçar o bloco de montanha ao serviço do fenómeno belga, acabaram por diluir essas especulações, deixando perspetivar uma temporada de 2025 sem ‘novelas’ em torno de Evenepoel.
Porém, ainda no final de 2024, o ciclista natural da Flandres Oriental colidiu com uma viatura dos correios durante um treino, sofrendo fraturas nas costelas, na omoplata e na mão direita, deslocamento da clavícula e contusões nos pulmões. Em consequência deste grave acidente, Evenepoel teve de adiar a sua estreia na temporada de 2025, regressando apenas à competição em abril.
Cinco meses após o infortúnio, o campeão olímpico regressou, viu e venceu. Logo no primeiro dia da época, Evenepoel derrotou Wout Van Aert ao sprint, iniciando 2025 da melhor forma possível. No tríptico das ardenas, o belga foi de mais a menos: começou com um 3.º lugar na Amstel Gold Race, seguindo-se o 9.º posto na Flèche Wallonne e terminou fora dos cinquenta melhores na Liège-Bastogne-Liège, evidenciando ainda limitações em virtude do acidente que sofrera.
Finalizadas as clássicas da Primavera e antes do grande objetivo da temporada, o Tour de France, Evenepoel competiu na Volta à Romandia e no Critérium du Dauphiné, destacando-se ao vencer os contrarrelógios individuais de ambas as provas. Na Grand Boucle, apesar de ter triunfado na luta contra o cronómetro da 5.ª etapa, em Caen, o campeão do mundo de Wollongong acabou por sucumbir na 14.ª jornada, abandonando prematuramente a Volta a França.
Sensivelmente quinze dias depois do abandono de Evenepoel do Tour de France, a Red Bull – BORA – Hansgrohe anunciou a contratação do ciclista belga, num contrato multianual. Ainda assim, a época desportiva do campeão olímpico seria marcada por diversos sucessos: destacou-se com a vitória numa etapa do Tour of Britain e, sobretudo, com os triunfos nos contrarrelógios dos campeonatos do mundo e dos europeus. Além disso, garantiu segundos lugares nas provas de fundo de ambas as competições, assim como na Volta à Lombardia.


Em 2026, o novo reforço da formação alemã dará início à temporada em Espanha (participando no Trofeo Ses Salines, na Volta à Comunidade Valenciana e na Volta à Catalunha), voltará a atacar as clássicas das ardenas (Amstel Gold Race, Flèche Wallonne e Liège-Bastogne-Liège) e regressará ao Tour de France com grandes ambições. Contudo, ao contrário do que sucedia na Soudal Quick-Step, terá de partilhar a liderança na maior corrida do mundo com Florian Lipowitz. Esta dupla eleva a qualidade da Red Bull, mas poderá também gerar algum atrito entre os dois atletas, ambos com objetivos idênticos.
Para fechar, colocam-se as questões que todos os fãs desejam ver respondidas: o que podemos esperar de Remco Evenepoel no seu primeiro ano com as cores da Red Bull – BORA – Hansgrohe? Conseguirá voltar a subir ao pódio do Tour de France? Será que voltará a conquistar um monumento em 2026?




