Estrada, Internacional

Vuelta 2022: Redenção de Carapaz, Remco em modo de controlo

Vuelta 2022: Redenção de Carapaz, Remco em modo de controlo

Regresso da montanha à Vuelta a España, com partida da costa andaluz e final com uma das mais longas subidas desta Vuelta, o Alto de Peñas Blancas, que foi palco da primeira vitória de Richard Carapaz na Volta a España.

O início da etapa foi marcado por dura batalha pela fuga, com praticamente todas as equipas com ideias de se colocarem na cabeça da corrida. O grupo acabou por formar-se com um total de 32 corredores (!) com destaque para o camisola da montanha e duplo vencedor de etapa Jay Vine, o vencedor em Bilbao Marc Soler, Richard Carapaz e o melhor na geral Wilco Kelderman, que ao início do dia estava a 14:04 da camisola vermelho, e ainda a dupla de corredores portugueses Ivo Oliveira e Nélson Oliveira. 

A fuga rodou calmamente na parte plana da etapa, com um ataque de Samuele Battistella a ser a única nota de destaque, mas sem grandes resultados práticos. A vantagem máxima no dia foi na casa dos 11 minutos, o que permitiu a Wilco Kelderman chegar a figurar no pódio provisório da corrida, numa altura em que o pelotão abrandou por conta de uma queda do líder da corrida, Remco Evenepoel. O líder da corrida precisou trocar de bicicleta, mas não sofreu, aparentemente, qualquer problema físico fruto do incidente.

No início da subida o grupo da fuga ficou encarregue a Matteo Fabbro, com o italiano a colocar o ritmo que permitia a Wilco Kelderman pensar num salto na classificação geral no final do dia, enquanto se perfilavam na roda da dupla da Bora os maiores candidatos à vitória do dia, mas com os olhares a recairem todos no australiano Jay Vine, já com duas vitórias em etapas de montanha nesta Vuelta.

No grupo dos favoritos apareceram novas cores, para além do habitual azul da Quickstep, com um forte Rohan Dennis a acelerar muito o ritmo, deixando o grupo reduzido a cerca de 30 unidades, sendo depois rendido por Chris Harper e com uma pontual ajuda da Movistar por intermédio de Carlos Verona. Mas a iniciativa não trouxe muitos dividendos, com a Quickstep a voltar a controlar o pelotão, baixando um pouco o ritmo o que permitiu até um ataque do veterano Daniel Navarro.

As hostilidades no grupo da fuga abriram-se com a passagem pelo local que foi meta na vitória de Leopold Konig em 2013, com Elie Gesbert a ser o principal atacante e com Wilco Kelderman a tentar fechar todos os espaços. Mas foi um certeiro ataque de Richard Carapaz, à passagem dos 2km para a meta, que valeu a etapa ao campeão olímpico, apesar de uma duríssima perseguição encabeçada por Wilco Kelderman, que se teve de consolar com o segundo lugar na etapa ea subida a sexto na classificação geral, e o terceiro ficou para Marc Soler, que mais uma vez subiu de trás para a frente, “ao estilo João Almeida”.

No grupo dos favoritos a Movistar produziu uma aceleração com os homens vindos da fuga, e com Enric Mas a passar ao ataque, com Miguel Angel Lopez também a desafiar Remco Evenepoel, mas acabou por ser Nelson Oliveira a “carregar” o grupo dos favoritos, que levava praticamente todos os nomes do top-10, entre eles João Almeida. A última aceleração coube à Team Ineos, com um ataque de Carlos Rodriguez, que corria hoje perto da sua terra natal, a seleccionar um pouco o grupo, mas Remco Evenepoel assumiu com pulso firme o ritmo e ainda teve força para sprintar e ser o primeiro dos favoritos, mostrando que a queda não o afetou, apesar de um visivel hematoma na perna.

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