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Volta ao Algarve: Uma constelação de estrelas para 5 dias em alta rotação!

Volta ao Algarve: Uma constelação de estrelas para 5 dias em alta rotação!

Arranca, já amanhã, a 50.ª edição da Volta ao Algarve em Bicicleta, sendo que a edição deste ano contará com um bom lote de grandes figuras do pelotão internacional e com as habituais 5 etapas. O percurso será muito parecido ao de edições transatas, com especial foco nas chegadas à Fóia e ao Malhão e, ainda, o contrarrelógio de Albufeira.

Estão inscritos 175 ciclistas distribuídos por 25 equipas. Estarão presentes 13 equipas UCI WorldTeams (Alpecin–Deceuninck, Arkea-B&B Hotels, Astana Qazaqstan Team, BORA – hansgrohe, EF Education – EasyPost, Groupama-FDJ, INEOS Grenadiers, Intermarché – Wanty, Lidl–Trek, Soudal Quick–Step, Team dsm–firmenich PostNL, Team Visma | Lease a Bike e UAE Team Emirates), 3 equipas UCI ProTeams (Caja Rural–Seguros RGA, Tudor Pro Cycling Team e Uno-X Mobility) e as 9 equipas UCI Continental portuguesas (ABTF Betão – Feirense, AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense, Aviludo – Louletano – Loulé Concelho, Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car, Efapel Cycling, Kelly / Simoldes / UDO, Radio Popular – Paredes – Boavista, Sabgal / Anicolor e Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua).

Tudo o que precisas de saber sobre o percurso!

A prova irá ter 5 etapas, como acima referido, e os ciclistas irão percorrer 752,8 quilómetros durante os 5 dias de competição. A corrida irá conter etapas para todos os gostos e feitios, sendo que terá 2 jornadas para sprinters, 2 jornadas para ciclistas com um perfil mais de trepador e, ainda, 1 jornada para os contrarrelogistas. As decisões estarão reservadas para o Alto do Malhão, no domingo.

1.ª Etapa: Portimão – Lagos (200,8 quilómetros)

A tirada inaugural será a mais longa de toda a prova, no entanto é esperado um final em sprint compacto, como habitualmente acontece nas chegadas a Lagos. A etapa não tem dificuldades orográficas de grande vulto, sendo que irão existir 2 Prémios de Montanha (Aldeia dos Matos, 4.ª Categoria aos 37,6 quilómetros e Nave, 3.ª Categoria aos 96,5 quilómetros). A única Meta Volante do dia está instalada em Vila do Bispo, ao quilómetro 161,2.

Perfil da 1.ª Etapa
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

2.ª Etapa: Lagoa – Alto da Fóia (171,9 quilómetros)

O Alto da Fóia aparece na segunda jornada, tal como no ano passado. A etapa não terá grandes dificuldades até à chegada dos últimos 30 quilómetros, sendo o Alto da Choça (4.ª Categoria ao quilómetro 77,7) a única dificuldade categorizada nesse trecho de corrida. A partir daí a corrida entrará num novo registo, já que 3 dos 4 Prémios de Montanha do dia estão instalados nos últimos 30 quilómetros. O primeiro desses Prémios de Montanha está instalado em Alferce (3.ª Categoria ao quilómetro 146,3), após ser transposta essa dificuldade irá aparecer o Prémio de Montanha de Pomba (2.ª Categoria ao quilómetro 158,2) e pouco depois, sem nenhum metro plano, irá aparecer o prato principal do dia: o Alto da Fóia.

Perfil da 2.ª Etapa
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Todas as decisões serão tomadas nessa subida, que será de 1.ª Categoria. A subida contará com cerca de 7,5 quilómetros a uma pendente média de 6%, porém a etapa poderá ser discutida por vários tipos de ciclista. A etapa contará, ainda, com uma Meta Volante, em Monchique, ao quilómetro 164,5 quilómetros.

Perfil do Alto da Fóia
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

3.ª Etapa: Vila Real de Santo António – Tavira (192,3 quilómetros)

Mais uma tirada que estará destinada aos ciclistas mais rápidos presentes no pelotão desta edição. Será um pouco mais quebrada do que a primeira etapa, no entanto é expectável que as dificuldades orográficas sejam capazes de fracionar o grupo, além de ser a última possibilidade dos sprinters conseguirem discutir uma etapa nesta edição. A etapa terá 2 Prémios de Montanha de 3.ª Categoria, em Alcaria (ao quilómetro 103,4) e em Faz Fato (ao quilómetro 148). A única Meta Volante estará instalada em Vila Real de Santo António ao quilómetro 167,6.

Perfil da 3.ª Etapa
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

4.ª Etapa: Albufeira – Albufeira (Contrarrelógio Individual – 22 quilómetros)

Este ano o contrarrelógio não irá encerrar a 50.ª edição da Volta ao Algarve, no entanto terá um grande fator decisivo na geral final da prova algarvia. Serão 22 quilómetros que não serão totalmente planos, com algum sobe e desce vertiginoso, e que poderão baralhar um pouco mais as contas da prova.

Perfil da 4.ª Etapa
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

5.ª Etapa: Faro – Alto do Malhão (165,8 quilómetros)

A etapa rainha aparecerá na última etapa, sendo que se espera que seja um alucinante carrossel de emoções que conduzirá o pelotão até à chegada ao Malhão. A tirada não contará com muitos quilómetros planos o que poderá levar a que a corrida tenha logo um ritmo elevado desde o quilómetro 0. A etapa contará com 5 Prémios de Montanha, sendo 3 de 3.ª Categoria (Picota, ao quilómetro 43,8; Vermelhos, ao quilómetro 99 e Alte, ao quilómetro 128,3), após esses 3 Prémios de Montanha o pelotão irá ultrapassar 2 vezes ao Alto do Malhão (2.ª Categoria).

Perfil da 5.ª Etapa
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

As decisões finais estão reservadas para os últimos 2,5 quilómetros do Malhão, onde as diferenças serão feitas, já que a subida tem uma pendente média de 9,2%. Tem sido um local em que a prova se pode decidir, e este ano, sendo a última etapa tem tudo para proporcionar um espetáculo ainda maior.

Perfil do Alto do Malhão
Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Os nomes a ter em conta para a disputa de etapas, da geral da prova e algumas possíveis surpresas!

Com um percurso tão completo é crível que os maiores candidatos à vitória sejam os ciclistas que melhor andem no contrarrelógio e não percam demasiado tempo nas subidas da Fóia e do Malhão, assim sendo, nomes como: Daniel Felipe Martínez (BORA – hansgrohe), Rui Costa e Ben Healy (EF Education – EasyPost), Stefan Küng (Groupama-FDJ), Filippo Ganna e Thomas Pidcock (INEOS Grenadiers), Tao Geoghegan Hart (Lidl-Trek), Remco Evenepoel, que fez uma antevisão da prova que podem ler aqui (Soudal Quick-Step), Wout van Aert e Sepp Kuss (Team Visma | Lease a Bike), Marc Hirschi (UAE Team Emirates) e, ainda, Magnus Cort (Uno-X Mobility) poderão ser os maiores candidatos a evidenciarem-se na prova, visto que aliam boas qualidades neste tipo de subidas e no esforço individual.

Daniel Martínez foi o grande vencedor da última edição, revalidará o seu título?
Foto: João Fonseca Photographer / UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Para as etapas ao sprint os melhores nomes poderão ser: Jordi Meeus (BORA – hansgrohe), Arnaud Démare (Arkea-B&B Hotels), Gerben Thijssen (Intermarché – Wanty) Casper van Uden (Team dsm–firmenich PostNL) e Matteo Trentin (Tudor Pro Cycling Team).

Alguns dos nomes a ter em atenção para estarem bem em etapas serão os de: Sergio Higuita (BORA – hansgrohe), Luca Vergallito (Alpecin-Deceuninck), Simone Velasco (Astana Qazaqstan Team), Mikkel Honoré (EF Education – EasyPost), Thymen Arensman (INEOS Grenadiers), Andrea Bagioli (Lidl-Trek), Mikel Landa (Soudal Quick-Step), Tiesj Benoot, o mais recente entrevistado pela PCM (podem ler aqui) e Per Strand Hagenes (Team Visma | Lease a Bike), Isaac del Toro, António Morgado e Jan Christen (UAE Team Emirates), Marius Mayrhofer (Tudor Pro Cycling Team) e Andreas Leknessund (Uno-X Mobility).

Relativamente às equipas portuguesas, acredita-se que serão estruturas bastante ativas e em busca de fugas em todas as etapas, no entanto também existem alguns nomes para os finais ao sprint e para uma boa classificação final. Para as etapas ao sprint os nomes de: Francisco Campos (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense), Tomas Contte (Aviludo – Louletano – Loulé Concelho), Santiago Mesa (Efapel Cycling) e Leangel Linarez e João Matias (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua) poderão ser os que maior destaque terão. Para etapas mais duras e para a geral final nomes como: Óscar Cabedo (ABTF Betão – Feirense), Joaquim Silva, Henrique Casimiro e Abner González (Efapel Cycling), Luís Gomes (Kelly / Simoldes / UDO) e Frederico Figueiredo (Sabgal / Anicolor) poderão ser os melhores nomes.

Luís Gomes foi o melhor ciclista português na Figueira Champions Classic.
Foto: Melissa Silva / Portuguese Cycling Magazine

Foto de Capa: João Fonseca Photographer / UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

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