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Volta ao Algarve: perseverança de Cort dá-lhe o bis em Tavira

Volta ao Algarve: perseverança de Cort dá-lhe o bis em Tavira

A etapa mais longa da prova, que ligou Faro a Tavira, na extensão de 203.1 quilómetros, teve como protagonista principal o camisola amarela, Magnus Cort (EF Education-EasyPost).

O dia começou logo com a formação da fuga ainda nos primeiros 20 quilómetros da etapa. Nesta fuga estiveram presentes 6 ciclistas, todos eles representantes de equipas nacionais: Pedro Andrade (ABTF Betão – Feirense), Daniel Viegas (Aviludo – Louletanto – Loulé Concelho), Aleksandr Grigorev (Efapel Cycling), Fábio Costa (Glassdrive / Q8 / Anicolor), Guillermo García (Radio Popular – Paredes – Boavista) e Gonçalo Amado (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua), eles que nunca tiveram muita margem sobre o pelotão e a tentativa de fuga parecia condenada desde o início. Ambos os prémios de montanha da tirada foram ganhos por Grigorev que se aproximou da liderança de António Ferreira (Kelly / Simoldes / UDO) na classificação da montanha. Viegas acabaria por ser o primeiro alcançado na fuga, numa altura em que no pelotão atacava Samuel Blanco (AP Hotels & Resorts – Tavira – SC Farense).

A fuga foi alcançada a 30 quilómetros do final, mas pouco depois a passagem pela meta volante de Vila Real de Santo António permitiu a formação de uma nova situação de corrida: aproveitando a passagem pelo empedrado que conduziu os ciclistas ao sprint intermédio, formou-se um grupo de elite na frente da corrida, contendo o líder da geral Cort, o nosso Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), a dupla da INEOS-Grenadiers Tom Pidcock e Filippo Ganna, Valentin Madouas (Groupama-FDJ) e Tobias Foss (Jumbo-Visma), todos ciclistas que estão na luta pela vitória final desta Algarvia. Por esta altura, Rui Costa era já foi segundo na geral individual, fruto dos 4 segundos de bonificação que amealhou com a 2ª posição na meta volante.

Os seis conseguiram rapidamente uma vantagem de 25 segundos sobre o pelotão, que era agora comandado pela Soudal-Quick Step, equipa de Ilan Van Wilder. Mais tarde juntaram-se em auxílio a formação de João Almeida, a UAE Team Emirates, e a BORA-hansgrohe de Jai Hindley e Jordi Meeus.

Com a aproximação a Tavira, a vantagem foi descendo gradualmente, mas foi apenas na última curva, de acesso à meta, que a fuga foi alcançada. No entanto, tirando proveito do final sinuoso, Cort manteve a perseverança e lançou um sprint de longe, que o manteve na liderança do pelotão até ao risco de meta. O segundo classificado ainda iria ficar reservado a Ganna, e na terceira posição surge Meeus. Rui Oliveira (UAE Team Emirates) foi o melhor português na etapa, na 6ª posição, logo à frente de Rui Costa, que ainda conseguiu fechar em 7º lugar. João Almeida chegou integrado no pelotão, na 42ª posição.

Na geral individual, Cort alarga a sua vantagem para 18 segundos sobre o agora 2º classificado Rui Costa, e 20 segundos sobre Van Wilder.

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