Estrada, Nacional

Volta ao Alentejo: 5 dias de emoção velocipédica na ‘Alentejana’

Volta ao Alentejo: 5 dias de emoção velocipédica na ‘Alentejana’
Volta ao Alentejo
Cartaz da 41.ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola.
Fonte: Podium Events

Arranca, já amanhã, a 41.ª edição da Volta ao Alentejo Crédito Agrícola, sendo que contará com as habituais 5 etapas. O percurso será muito parecido ao de edições transatas, com especial foco na chegada a Castelo de Vide, que promete ser o ponto alto da prova.

Estão inscritos 125 ciclistas na prova, distribuídos por 18 equipas. Em prova estarão presentes: 1 equipa UCI ProTeam (Caja Rural–Seguros RGA); 4 equipas Continental UCI estrangeiras (Illes Balears Arabay Cycling, Lubelskie Perła Polski, Project Echelon Racing e Team Storck – Metropol Cycling); 1 seleção nacional (Seleção Nacional Suíça); as 9 equipas Continental UCI portuguesas (ABTF Betão – Feirense, AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense, Aviludo – Louletano – Loulé Concelho, Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car, Efapel Cycling, Kelly / Simoldes / UDO, Radio Popular – Paredes – Boavista, Sabgal / Anicolor e Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua) e, ainda, as 3 melhores equipas de Clube/Sub-23 no ranking (CCL / Matdiver / Anastácio Mendes & Mendes, Lda., Óbidos Cycling Team e PORTOS WINDMOB).

Tudo o que precisas de saber sobre o percurso!

A prova irá ter 5 etapas, como acima referido, e os ciclistas irão percorrer 852,9 quilómetros durante os 5 dias de competição. A corrida irá conter etapas para todos os gostos e feitios, sendo que terá 4 jornadas propícias aos sprinters e 1 jornada mais virada para os ciclistas atacantes, no entanto algumas das jornadas que poderão ser propícias a uma chegada em grupo compacto irão conter ‘armadilhas’ que poderão fracionar o pelotão. Espera-se que as grandes decisões estejam reservadas para Castelo de Vide, no sábado.

1.ª Etapa: Castro Verde – Beja (168 quilómetros)

A tirada inaugural não terá grandes dificuldades orográficas, no entanto irá terminar num Prémio de Montanha de 4.ª Categoria, em Beja, o que potencialmente poderá fazer com que o pelotão não chegue totalmente compacto ao Largo de Santo Amaro e que alguns dos melhores sprinters presentes possam ter mais dificuldades. Porém, é crível que a maioria dos homens rápidos consiga fazer frente a esse topo e discuta a etapa. A jornada irá contar com outro Prémio de Montanha de 4.ª Categoria, em Mértola, além de contar com 3 Metas Volantes, em Almodôvar, em Mértola e em Serpa.

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Perfil da 1.ª Etapa.
Fonte: Podium Events

2.ª Etapa: Vidigueira – Grândola (180,9 quilómetros)

A segunda jornada irá trazer outro condimento à corrida, visto que o único Prémio de Montanha do dia irá estar instalado muito perto da meta. A Serra de Grândola, Prémio de Montanha de 3.ª Categoria, irá aparecer já à entrada dos 16 quilómetros finais e terá o seu final já dentro dos últimos 10 quilómetros, o qual será um grande teste aos sprinters presentes no pelotão, no entanto poderá não causar tantos danos no pelotão como se possa afigurar, já que este mesmo final de etapa no ano passado não provocou diferenças significativas no pelotão, esperando-se que os sprinters tomem conta dos acontecimentos. A etapa irá contar, ainda, com 3 Metas Volantes, em Viana do Alentejo, em Torrão e em Melides.

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Perfil da 2.ª Etapa.
Fonte: Podium Events

3.ª Etapa: Mourão – Reguengos de Monsaraz (168,4 quilómetros)

Ao terceiro dia a prova já irá contar com um terreno mais ondulado, se bem que a etapa voltará a não contar com dificuldades de grande vulto. A etapa contará com 3 Metas Volantes: no Alandroal, em Vila Viçosa e no Redondo; e terá, ainda, 3 Prémios de Montanha: a dupla passagem por Monsaraz (4.ª Categoria) e a Serra d’Ossa (3.ª Categoria). A segunda passagem pelo Prémio de Montanha de Monsaraz será feita já dentro dos últimos 20 quilómetros da jornada, no entanto não se esperam grandes movimentações e a tendência será a que o pelotão chegue compacto ao final.

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Perfil da 3.ª Etapa.
Fonte: Podium Events

4.ª Etapa: Monforte – Castelo de Vide (147,7 quilómetros)

A etapa rainha aparecerá, no sábado, ao quarto dia de competição e terá o condão de ser a jornada mais curta da corrida. Às habituais 3 Metas Volantes, que estarão situadas em Arronches, em Portalegre e em Castelo de Vide, juntam-se 6 Prémios de Montanha, num autêntico carrossel de emoções que levará os ciclistas até ao final da etapa em ligeira subida, em Castelo de Vide. A primeira das dificuldades aparece logo ao quilómetro 60 da etapa e será a que maior categorização terá em toda a prova: Cabeço do Mouro (2.ª Categoria), que irá encadear com a Serra de São Mamede (3.ª Categoria) e que promete ser palco dos primeiros ataques e fracionamento do pelotão. Pouco depois da coroação da Serra de São Mamede irão aparecer mais duas 3.ªs Categorias no Porto da Espada e em Marvão, numa altura em que a etapa já não terá grandes metros planos. A fase decisiva da etapa estará guardada para a dupla passagem pela Serra de São Paulo (3.ª Categoria) e, ainda, para a aproximação à chegada, em Castelo de Vide, que promete um bom espetáculo. É esperado que chegue um pequeno grupo isolado à linha de meta, e que sejam esses os ciclistas em melhor posição para levar de vencida a geral da ‘Alentejana’.

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Perfil da 4.ª Etapa.
Fonte: Podium Events

5.ª Etapa: Nisa – Évora (187,9 quilómetros)

O epílogo da Volta ao Alentejo terá lugar entre Nisa e Évora, naquela que será a maior etapa da competição. A jornada contará, somente, com 1 Prémio da Montanha, de 4.ª Categoria, em Alter do Chão e com as habituais 3 Metas Volantes, desta feita em Avis, em Mora e em Arraiolos. A jornada não apresenta grandes dificuldades e deverá voltar a ser disputada pelos homens rápidos do pelotão e será o dia da coroação do grande vencedor da 41.ª ‘Alentejana’.

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Perfil da 5.ª Etapa.
Fonte: Podium Events

Conhece as equipas estrangeiras

Estarão presentes 6 formações estrangeiras, com especial foco na UCI ProTeam Caja Rural-Seguros RGA. A estrutura de Pamplona não terá nas suas fileiras o duplo vencedor, Orluis Aular, porém terá uma equipa bastante completa, com Eduard Prades e Thomas Silva a serem as apostas primordiais para a classificação geral. Para os sprints teremos a estreia na temporada de estrada por parte de Iúri Leitão, recém-chegado da Taça do Mundo de Pista de Hong Kong, tendo companhia de Daniel Babor, ciclista que venceu 1 etapa na última Volta a Portugal em Bicicleta. Joseba López, o recente vencedor da Clássica da Arrábida será outro nome a pontificar na equipa.

Passando para as equipas Continental UCI, a Illes Balears Arabay Cycling terá em Andrew Vollmer e em Julen Amezqueta as principais unidades para a geral da prova, sendo que Sergi Darder será o sprinter de serviço; a Lubelskie Perła Polski contará com os serviços de Pawel Szóstka, que tem sido a melhor unidade neste périplo por estradas nacionais que começou no início do mês, na Póvoa de Varzim, e terá na quarta etapa o seu terreno predileto; a estrutura americana Project Echelon Racing, contará com a sua grande estrela Scott McGill que irá ser um dos melhores sprinters presentes na corrida e que terá em Cade Bickmore um bom ajudante, já Hugo Scala Jr. poderá ser a unidade mais em vista para a geral da prova; por fim a Team Storck – Metropol Cycling não apresenta grandes referências, sendo que Ole Theiler poderá ser o melhor ciclista da equipa no final da prova e Max Märkl a aposta para os sprints.

Finalmente, teremos a presença da Seleção Nacional da Suíça que terá nas suas fileiras bons nomes do Mountain Bike e do Ciclocrosse. O nome mais incontornável é o de Mathias Flückiger, o vice-campeão Olímpico de XCO, arranca, no Alentejo, a sua preparação para a temporada e não será de se descartar que possa aparecer com alguma evidência na quarta tirada da corrida. Alexandre Balmer é outro dos nomes que terá uma palavra a dizer na geral da prova, sendo que Robin Donzé é um dos bons candidatos à classificação da juventude.

Os nomes a ter em conta para a disputa da prova e algumas possíveis surpresas!

A prova será, muito provavelmente, decidida na etapa de Castelo de Vide que terá o condão de provocar as diferenças na classificação da prova. Sendo uma etapa com várias subidas não é crível que algum dos sprinters consiga aguentar na frente, portanto alguns dos maiores nomes das equipas para a geral da prova poderão ser: António Carvalho (ABTF Betão – Feirense); Delio Fernández (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense); Sérgio García (Aviludo – Louletano – Loulé Concelho); Eduard Prades (Caja Rural-Seguros RGA); Alexandre Montez e Luís Fernandes (Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car); Joaquim Silva e Tiago Antunes (Efapel Cycling); Luís Gomes (Kelly / Simoldes / UDO); Hélder Gonçalves (Radio Popular – Paredes – Boavista); Artem Nych e Mathias Bregnhøj (Sabgal / Anicolor) e, ainda, Bruno Silva e Gonçalo Carvalho (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua).

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Quem irá suceder a Orluis Aular (Caja Rural-Seguros RGA)?
Foto: Matias Novo / Podium Events

Para as etapas ao sprint teremos um bom leque de ciclistas, sendo os maiores nomes das especialidade os seguintes: Francisco Campos (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense); Iúri Leitão e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros RGA); Rodrigo Caixas e Diogo Narciso (Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car); Santiago Mesa (Efapel Cycling); Theodor Obholzer (Óbidos Cycling Team); Scott McGill (Project Echelon Racing); João Martins e Francisco Peñuela (Radio Popular – Paredes – Boavista); Luís Mendonça (Sabgal / Anicolor) e, ainda, Leangel Linarez (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua).

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Leangel Linarez (Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua) foi o grande vencedor de 2 etapas ao sprint na última ‘Alentejana’.
Foto: Matias Novo / Podium Events

Por fim, algumas das surpresas da ‘Alentejana’, e nomes a ter em atenção para alguma etapa, poderão ser: Afonso Eulálio, Pedro Silva e Fábio Costa (ABTF Betão – Feirense); Afonso Silva (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense); David Domínguez (Aviludo – Louletano – Loulé Concelho); José María Martín Muñoz (CCL / Matdiver / Anastácio Mendes & Mendes, Lda.); Emanuel Duarte (Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car); Pedro Pinto e Abner González (Efapel Cycling) e Francisco Guerreiro (Kelly / Simoldes / UDO), Pawel Szóstka (Lubelskie Perła Polski), Mikel Mujika (Óbidos Cycling Team) e Mathias Flückiger e Alexandre Balmer (Seleção Nacional da Suíça).

Foto de Capa: Matias Novo / Podium Events

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