Estrada, Nacional

Volta a Portugal: O balanço dos diretores desportivos das equipas estrangeiras

Volta a Portugal: O balanço dos diretores desportivos das equipas estrangeiras

Carlos Araújo (BAI Sicasal Petro de Luanda)

A BAI Sicasal Petro de Luanda é já uma presença habitual em território nacional. A equipa angolana tem demonstrado uma evolução notável de ano para ano e tem estado cada vez mais em evidência na Volta a Portugal. Este ano a equipa teve na sua posse a camisola branca da juventude durante 2 dias, por intermédio de Pablo García, e conseguiu, ainda, 2 top-5 em etapas ao sprint, com Francisco Campos.

Pablo García, com a camisola da juventude.
Foto: João Fonseca / UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Carlos Araújo emanava uma alegria contagiante, como é seu apanágio, na altura de fazer um balanço da Volta por parte da sua equipa, quando nos transmitiu a sua visão da prova.

“Para mim, pessoalmente, é um balanço positivo, porque quando nós almejamos um objetivo e conseguimos superar esse objetivo, tudo o que advém disso passa a ser lucro. Conseguimos logo nas primeiras etapas fazer 2 5.ºs lugares e 1 10.º. Depois numa etapa extremamente dura como a etapa da Senhora da Graça conseguimos voltar a fazer um 10.º lugar com o Mikel [Mujika], que terminou esta Volta a Portugal muito bem.”

No seu balanço da prova, Carlos, referiu, ainda, que a equipa este ano foi rejuvenescida em termos de ciclistas angolanos e que alguns deles estiveram presentes na maior prova portuguesa.

“Na parte positiva posso também falar da parte dos atletas angolanos, onde rejuvenescemos a equipa toda, estando a trabalhar no futuro. A prova disso é que trouxemos um ciclista que completa 19 anos, este ano [Hosana Gonçalves] e o outro [Daniel Paiva] ainda não completou 25 anos. São ciclistas que ainda não têm aquela endurance e maturidade para este tipo de andamentos, mas trouxemo-los e arriscamos. Um destes atletas ficou pela primeira etapa em linha e o outro ainda chegou a meio da segunda etapa em linha, no entanto é sinónimo que estamos realmente a apostar bastante nos atletas em Angola.”

Por fim, Araújo, mencionou o facto da estrutura estar a dar passos firmes para continuar com um crescimento sustentado da equipa, falando de algumas marcas que os acompanharam este ano e sobre o facto de poder haver novidades na próxima temporada.

“Saio daqui satisfeito, já conseguimos criar umas condições de estrutura muito melhores. Pouco a pouco estamos a melhorar, já aparecemos com umas bicicletas da mesma marca. Felizmente é uma marca angolana, mas a marca não está a conseguir acompanhar a nossa pedalada e, possivelmente, para o ano somos capazes de ter de mudar de marca, forçosamente e com muita tristeza, visto que estamos satisfeitos com as bicicletas que a Tchaco nos fornece. Agradeço todo o apoio que tivemos aqui das empresas e das pessoas, em Portugal, e em especial à Sicasal, que também está em Angola.”

A equipa da BAI Sicasal Petro de Luanda na Volta, com Carlos Araújo, à direita na foto.
Foto: Matias Novo / Podium Events
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