Estrada, Internacional

Tour de France 2021: Costa e Guerreiro representam as cores lusitanas

Anunciados que estão todos os alinhamentos das equipas para o Tour de France 2021, já se sabe que se será de dois elementos a representação portuguesa na edição deste ano da La Grande Boucle, Rui Costa (UAE Team Emirates) e Ruben Guerreiro (EF Education – Nippo).

Em defesa do título

Na sua décima participação no Tour de France, o ex-Campeão do Mundo Rui Costa não terá liberdade de outras edições e será um dos escudeiros do campeão em título da prova francesa, Tadej Pogacar. Com Pogacar a partir com um claro favoritismo para discutir a maillot jaune, a equipa dos Emirados estará totalmente focada no seu líder esloveno e, assim, também Costa deverá usar a recente boa forma para estar a todo o momento ao serviço do vencedor de 2020.

Esta foi também a ideia reforçada por Joxean Matxin, Team Manager da UAE Team Emirates, que afirmou em comunicado que «O nosso objetivo este ano é claro: vamos tentar defender o título que o Tadej conquistou o ano passado, pelo que construímos uma equipa à volta dele. Obviamente, estaremos bastante marcados pelas outras equipas e não será tarefa fácil, mas estamos confiantes e sabemos que um grande resultado está dentro das capacidades do Tadej e da equipa».

Um dos mais veteranos do conjunto e vindo de um excelente resultado no Tour de Suisse, Rui Costa deverá ter um papel preponderante no auxílio a Pogacar e não será de descurar que, jogando taticamente, a equipa acabe e por enviar o português para a fuga em alguns dos dias de maior dureza. Um resultado individual numa etapa também poderá ser uma hipótese quer aproveitando alguma situação de corrida em que seja preciso marcar equipas adversárias na fuga ou como opção caso a candidatura de Pogacar à Geral acabe por não dar os frutos desejados.

Um sonho de Guerreiro

Por seu turno, Ruben Guerreiro é um dos oito homens a representar a equipa cor de rosa do World Tour e que estará à partida em Brest com ambições várias. Rigoberto Uran, segundo no Tour de 2017, parece ter redescoberto no Tour de Suisse a forma de outros anos e é um homem a ter em conta para estar entre os dez primeiros da Geral. Da mesma forma, também o jovem Sergio Higuita terá nova oportunidade de se testar em três semanas sem pressão acrescida.

Contudo, sem um claro candidato à vitória final, há que contar também com o interesse da EF em procurar triunfos parciais e, por isso, deverão ser presença assídua em fugas. Depois de uma etapa conquistada e do triunfo na Camisola da Montanha no Giro 2020, Guerreiro já deu provas de que pode ser o homem certo para tirar proveito dessa postura ofensiva e, por isso, deverá assumir os dois papéis durante este Tour, ora proteger as ambições dos colombianos ora buscando glória individual ao ataque.

Para o jovem de ciclista de apenas 26 anos, mas que já vai na sua quinta temporada no World Tour, esta será a sua primeira incursão na mais importante prova por etapas do Ciclismo e, em comunicado da equipa, revelou que se trata do concretizar de um sonho, «O Tour é a corrida que sempre me motivou para ser Ciclista. Desde os sete anos que vejo. Poder estar lá pela primeira vez é um sonho tornado realidade».

A partir de sábado, estes serão os representantes nacionais à volta de França. Recorde-se que, nos últimos 10 anos, apenas 2018 não houve nenhum português a participar no Tour e que, no mesmo período temporal, Rui Costa conta com três triunfos de etapa, um em 2011 e dois em 2013.

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