Estrada, Internacional

Tour 2022: Bob, o vencedor

Tour 2022: Bob, o vencedor

Antes do primeiro dia de descanso, e na aproximação aos Alpes, a caravana do Tour teve hoje a primeira etapa de alta montanha, e um aperitivo daquilo que vai enfrentar na próxima semana. No menu desta nona etapa do Tour, maior parte dela corrida ainda em território suíço,  estavam reservadas duas contagens de primeira categoria, uma de segunda e uma de quarta, que deixavam antever mais um dia de espetáculo.

Os primeiros 40 quilómetros da etapa foram bastante mexidos, com várias tentativas de fuga e junção de grupos. E foi apenas após a primeira contagem de montanha do dia (4ª categoria em Côte de Bellevue) que a fuga se consolidou: um grupo de 23 elementos, com representação da equipa do líder da classificação geral, UAE Team Emirates, através de Brandon McNulty, com a inclusão do camisola verde Wout Van Aert (Jumbo-Visma) ou mesmo de Rigoberto Urán (EF Education-EasyPost, equipa do azarado Ruben Guerreiro, que abandonou hoje o Tour devido a doença). E a presença do colombiano na fuga pode explicar o porquê do pelotão não ter facilitado no dia de hoje e não ter dado rédea larga ao grupo fugitivo, visto que Urán estava a apenas 3:24 minutos de Tadej Pogačar. Apesar da presença de McNulty no grupo da frente, a UAE Team Emirates não abdicou de assumir o controlo da corrida no pelotão.

A união na cabeça da corrida durou, como seria de esperar, até à primeira contagem de primeira categoria, já depois de ultrapassada a segunda categoria no Col des Mosses. Aqui, um a um os elementos deste grande grupo foram sucumbindo às duras rampas do Col de la Croix, ao passo que Bob Jungles (AG2R Citroën Team) mostrou audácia ao partir em solitário, mas prontamente seguido por Simon Geschke (Cofidis), que procurava maximizar o pontos de montanha amealhados no dia de hoje. E o alemão conseguiu mesmo ser o líder virtual da classificação das bolinhas, ao passar na frente no topo da la Croix. No entanto, na descida, Jungels não foi de delongas, e partiu em busca da etapa, sozinho.

Na aproximação à última contagem de montanha desta jornada, a primeira categoria em Pas de Morgins, o luxemburguês foi aumentando paulatinamente a vantagem sobre o grande grupo perseguidor, e entrou nesta subida com cerca de 2 minutos de distância sobre os mais diretos perseguidores e 3:30 minutos sobre o pelotão, sempre liderado pelos homens da UAE Team Emirates. Na ascensão ao Pas de Morgins, o grupo intermédio foi-se desmantelando progressivamente, assim como o pelotão, onde homens importantes como Daniel Martinez (INEOS Grenadiers) iam perdendo o contacto. Reduzido a um quarteto composto por Jonathan Castroviejo (INEOS Grenadiers), Thibaut Pinot (Groupama – FDJ), Carlos Verona (Movistar) e Rigoberto Urán, o grupo que perseguia Jungels ia reduzindo a diferença para o líder da corrida, e a cerca de 8 quilómetros do topo da subida, Tibo atacou, partindo no encalce de Bob Jungels.

No entanto, a tentativa do francês não foi bem sucedida, nunca conseguindo colar em Jungels, que foi o primeiro no topo de Pas de Morgins e o primeiro no risco de meta, oito quilómetros mais à frente, rematando de forma épica o solo que lhe valeu a primeira vitória na Grande Boucle.

A 22 segundos do luxemburguês chegou Castroviejo, e o lugar mais baixo do pódio foi ocupado por Verona, a 26 segundos, que ainda ultrapassaram nos últimos metros da etapa Thibaut Pinot. No grupo dos principais favoritos, Pogačar e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) ainda sprintaram para a linha de meta, conseguindo um corte de três segundos para os restantes contendores da prova, que cruzaram a linha de meta a 52 segundos de Jungels. Na geral, e excetuando os três segundos ganhos pelos dois primeiros classificados da geral, há a registar a saída de Daniel Martínez do top-10, por troca com outro colombiano, Nairo Quintana.

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