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Pello Bilbao, ou quando a classe emerge do caos

Pello Bilbao, ou quando a classe emerge do caos

O primeiro dia da segunda semana do Tour prometia uma etapa para a fuga, em terreno acidentado, e foi isso que aconteceu, com o grande vencedor a ser Pello Bilbao (Bahrain – Victorious), batendo Georg Zimmerman (Intermarché – Circus – Wanty) – 2º lugar e – Ben O’Connor (AG2R Citroën Team) – 3º lugar. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) manteve a camisola amarela, tendo chegado a estar escapado com Tadej Pogačar… viveu-se um autêntico caos na média montanha!

Saída a todo o gás ameaça franceses

O dia começou com uma grande batalha para formar a fuga, como era expectável perante o terreno acidentado que os ciclistas iriam ter pela frente. Contudo, os múltiplos ataques fizeram muitas vítimas, inclusive na classificação geral: David Gaudu (Groupama – FDJ) e Romain Bardet (Team dsm-firmenich), 8º e 10º respetivamente, chegaram a estar a mais de 2 minutos da frente.

Os próprios Jonas Vingegaard e Tadej Pogačar chegaram a integrar um grupo dianteiro, com alguns companheiros, mas foram mais tarde alcançados pela INEOS Grenadiers e o restante pelotão.

A corrida estabilizou finalmente no Col de la Croix Saint-Robert, ficando 14 ciclistas na frente, incluindo Pello Bilbao, 11º à geral, Ben O’Connor, Esteban Chaves (EF Education-EasyPost) e Julian Alaphilippe (Soudal – Quick Step).

Bilbao coloca os favoritos em alerta

A corrida estabilizou, mas nem por isso o ritmo baixou. A Jumbo-Visma nunca permitiu que a vantagem da fuga ultrapasse os 3 minutos e a 40 quilómetros do final, o ‘duo das clássicas’, Mathieu Van Der Poel (Alpecin-Deceuninck) e Wout Van Aert (Jumbo-Visma), ainda se adiantou em descida, mas seria alcançado no Côte de la Chapelle-Marcousse, a última subida do dia.

Na frente, Krists Neilands (Israel – Premier Tech) atacou e conseguiu escapar à restante fuga, que se começou a dividir. Enquanto isso, lá atrás, a INEOS Grenadiers aumentou o ritmo, através de Egan Bernal para evitar que Bilbao ultrapasasse Carlos Rodríguez na classificação geral.

Todos juntos para o caos final

No percurso em descida e depois plano até à meta, Neilands batalhou sozinho contra um grupo formado por Bilbao, O’Connor, Chaves e ainda Georg Zimmerman (Intermarché – Circus – Wanty) e Antonio Pedrero (Movistar Team). Seria alcançado a 3 quilómetros do final, ficando a decisão da vitória para um sprint entre os 6 ciclistas.

Com uma ponta de velocidade superior, Pello Bilbao não deu qualquer hipótese aos seus companheiros e levantou os braços. Uma vitória emocionante, não só para ele como para toda a equipa Bahrain – Victorious, a primeira em grandes voltas desde que perdeu Gino Mäder.

Já o pelotão chegou reduzido a 50 ciclistas, a 2:53 minutos da frente, mas sem nenhum homem do top-10 para trás.

As classificações e os portugueses

Na classificação geral, a principal alteração foi a ascensão de Pello Bilbao ao 5º lugar, reentrando na luta pelo pódio. Apesar da fraqueza inicial mostrada por alguns homens do top-10, todos eles chegaram juntos no pelotão, tendo Jonas Vingegaard mantido a camisola amarela. Nas lideranças dos pontos, da montanha e da juventude, também não houveram alterações.

Em relação aos portugueses, Ruben Guerreiro (Movistar Team) chegou integrado no pelotão e, assim como Nelson Oliveira, esteve entre os muitos homens que tentaram escapar, porém sem sucesso. Terminaram na 49ª e 72ª posições, respetivamente. Já Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty) foi escudeiro de Biniam Ghirmay e em consequência, foi 145º hoje. Guerreiro mantém-se como o melhor português na classificação geral, em 32º, a 38 minutos do líder.

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