Entrevistas, PCM Flash Interview

PCM Flash Interview: Tiago Santos

PCM Flash Interview: Tiago Santos

O nosso convidado especial para a sexta edição da PCM Flash Interview é Tiago Santos (Q36.5 Continental Cycling Team), ciclista de 18 anos (prestes a completar 19), ele que é um dos ciclistas portugueses no estrangeiro. Santos é o vigente Campeão Nacional de Juniores em título e está a ter a sua primeira experiência, no estrangeiro, no escalão de Sub-23. Podes conhecê-lo melhor nesta PCM Flash Interview!

Portuguese Cycling Magazine (PCM): Apesar de tão jovem, como te defines enquanto ciclista?
Tiago Santos (TS): Ainda não sei bem como me defino como ciclista, é um pouco o que também estou a tentar descobrir este ano, porém onde me sinto melhor, normalmente, é nas subidas.

PCM: Como é que consegues compaginar a tua vida pessoal com o ciclismo?
TS: Conciliar o ciclismo e a vida pessoal é uma tarefa muito difícil, especialmente, agora que as horas de treino já são mais elevadas e a recuperação é bastante importante, no entanto tento fazer um esforço para que consiga ter uma vida equilibrada em que possa continuar a desfrutar de algum tempo com os meus amigos e a minha família, mas por vezes não é possível e tenho de tomar escolhas e se quero ser ciclista tenho de abdicar um pouco da vida pessoal e dedicar a 100% ao ciclismo, contudo tenho a sorte de a minha família me apoiar a 100% e isso facilita muito esta conciliação entre o ciclismo e a vida pessoal.

PCM: Como surgiu a hipótese de representar a Q36.5 Continental Cycling Team?
TS: A hipótese surgiu através de um contacto entre o meu agente e a equipa, chegando um acordo para eu correr este ano com a equipa.

PCM: Estás a gostar de viver no estrangeiro? Que diferenças já reconheces em relação ao escalão junior em Portugal?
TS: Para ser sincero viver no estrangeiro está a ser uma grande experiência, mas também uma grande aprendizagem. Estou a gostar, mas, para mim, viver em Portugal é muito mais agradável e creio que é o melhor para mim, pois consigo treinar muito melhor e mais relaxado. As diferenças que já consegui ver são: a intensidade da corrida e, especialmente, o trabalho em equipa. Normalmente, em Portugal, cada um corre quase individualmente e lá fora se as equipas querem ganhar os seus atletas têm de correr para um único líder, mesmo que isso implique que os outros depois sejam obrigados a abandonar a prova.

PCM: Onde é que te vês daqui a 5 anos?
TS: Daqui a 5 anos gostaria de estar no WorldTour, acho que é o objetivo de todos os ciclistas, agora é trabalhar todos os dias e depois ver o que o futuro me reserva.

PCM: Qual é o teu maior sonho no mundo do ciclismo?
TS: Eu não tenho um sonho muito concreto, mas diria que participar no Tour de France seria a concretização de um sonho de criança.

Foto de capa: Q36.5 Continental Cycling Team

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