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Os 5 monumentos do ciclismo: uma regra não escrita

Os 5 monumentos do ciclismo: uma regra não escrita

Geografia (localização)

O ciclismo, enquanto desporto, surgiu no centro da Europa, isto é, as primeiras corridas de ciclismo apareceram em países como a Bélgica (para muitos, a pátria do ciclismo), a França e a Itália.

© Getty Images – A passagem do pelotão por Leuven (Bélgica), cidade que acolheu os Campeonatos do Mundo em 2021

O afloramento deste desporto rapidamente se alastrou para outros países europeus, mas o epicentro do ciclismo são estes três países do “velho continente”.

Tal argumento tem sustentação quando se parte da teoria para a prática: quais são os países em que os 5 monumentos são disputados? Itália, Bélgica e França. A razão para tal não se deve a uma mera “coincidência”, mas sim ao facto de estes territórios terem sido o “berço” do desporto velocipédico.

Não obstante, atualmente existe uma pluralidade de corridas que não são disputadas nestas três nações – mesmo que ainda tenham o “monopólio” do ciclismo – como são os casos das corridas realizadas em Espanha e nos Países Baixos. Estes dois países são aqueles que parecem estar na “pole position” para, eventualmente, abraçar uma corrida monumental caso um dos critérios fosse a não repetição de monumentos num determinado país.

Para isso, também seria necessário a remoção de uma clássica em Itália e na Bélgica pois, dos três países em que os monumentos são disputados, são aqueles em que existem duas provas: a Milano-Sanremo e a Volta à Lombardia, por um lado, e a Volta à Flandres e a Liège – Bastogne – Liège, por outro.

No entanto, isso não parece ser plausível porque uma das principais características do ciclismo é o “apego” à história e à tradição, pelo que remover uma das provas do estatuto (informal) de monumento seria descabido. Por outro lado, o alargamento a mais um monumento, que não fosse disputado em Itália, na Bélgica ou na França também seria complicado pela mesma razão que foi levantada anteriormente: o espírito tradicionalista (e até conservador) do mundo velocipédico em detrimento de um progressismo (para muitos, desenfreado) no sentido de integrar corridas como a Clássica de San Sebastián (em Espanha) ou a Amstel Gold Race (nos Países Baixos) nesse estatuto de corrida “monumental”.

Página 4: Quilometragem

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