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GP Douro Internacional: A antecâmara da Volta a Portugal

GP Douro Internacional: A antecâmara da Volta a Portugal

Sai amanhã para a estrada a 2ª edição do GP Douro Internacional, com a presença das 14 equipas nacionais (as 10 Continentais UCI e 4 elite/sub-23) e ainda a presença de 1 equipa espanhola (Aluminios Cortizo, uma presença habitual nas provas nacionais). A prova vai ser marcada por muita montanha e pelo enorme calor que assola Portugal continental, com temperaturas sempre a rondar os 40º.

Análise das etapas

1ª Etapa: Tabuaço – Tabuaço (117,7 quilómetros)

A primeira etapa apresenta logo um percurso bastante ondulado, sendo que a maior dificuldade do dia será o Monte Travesso que se encontra a somente 5 quilómetros do final. Se adicionarmos o fator calor à equação temos logo uma primeira etapa que poderá causar muitos estragos e já definir quem serão os candidatos à vitória na prova.

2ª Etapa: Armamar – Armamar (122,6 quilómetros)

Mais uma etapa marcada por grandes dificuldades no terreno, desta feita a etapa irá terminar em subida. A subida final terá 2,3 quilómetros a 6% de inclinação média, no entanto o percurso não se resume só a essa subida, sendo que toda a etapa irá ter um percurso quebrado.

3ª Etapa: Resende – Resende (contrarrelógio individual de 29,1 quilómetros)

O contrarrelógio será, provavelmente, o dia das maiores decisões, a extensão é bastante considerável e, além disso, está longe de ser um contrarrelógio fácil, visto que irá ter muita dureza no seu decurso. Os favoritos terão aqui o grande teste da prova e a geral deverá ficar quase decidida neste dia.

4ª Etapa: Lamego – Lamego (148 quilómetros)

A etapa mais longa da prova aparece no último dia de competição, sendo que a etapa será efetuada em circuito (5 voltas de 29,2 quilómetros) e que irá terminar, mais uma vez, em alto. A etapa poderá ser propícia a vários ataques de ciclistas que queiram retificar tempos perdidos no dia anterior, no entanto a geral não deve alterar muito.

Análise aos favoritos

Com um percurso tão montanhoso nesta edição do GP Douro Internacional é de se esperar que os maiores nomes do pelotão nacional se queiram mostrar fortes, visto que a prova será, basicamente, o último teste antes do grande objetivo do ano: a Volta a Portugal. A maior prova do pelotão nacional estará na estrada daqui a pouco menos de 3 semanas e quem quiser estar bem na ‘Grandíssima’ tem aqui uma excelente oportunidade para se mostrar. Nomes como: Joaquim Silva, Tiago Antunes e Henrique Casimiro (EFAPEL Cycling), Hugo Nunes (Radio Popular – Paredes – Boavista), João Rodrigues, Jóni Brandão, José Neves e Ricardo Vilela (W52 – F.C. Porto), Rafael Reis e António Carvalho (Glassdrive / Q8 / Anicolor) e Delio Fernández (Atum General / Tavira / AP Maria Nova Hotel) serão os candidatos mais fortes a levarem de vencida a prova. Numa segunda linha de nomes interessantes temos os nomes de Bruno Silva (Tavfer – Mortágua – Ovos Matinados), João Medeiros (L.A. Alumínios / Credibom / MarcosCar), Emanuel Duarte (Atum General / Tavira / AP Maria Nova Hotel) e Tiago Leal (Kelly – Simoldes – UDO) que poderão ser algumas das boas surpresas da prova. Do lado da equipa da Aluminios Cortizo a grande referência será Jeison Rujano.

Espera-se um grande espetáculo, mesmo com uma vaga de calor enorme. O percurso é propício a excelentes etapas e temos os dados lançados para ver quem poderá suceder a Mauricio Moreira na lista de vencedor deste GP Douro Internacional!

Mauricio Moreira, o vencedor da primeira edição da prova, no ano passado.
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