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Giro d’Italia: O Legado Português

A história de Portugal no Giro d ´Itália não é de hoje. Devemos agradecer, e muito, à geração atual de ciclistas portugueses no World Tour por trazerem um novo furor ao ciclismo português, uma nova era, mas a história de Portugal no Giro já é antiga. 

João Almeida (Maglia Rosa) e Rúben Guerreiro ( Maglia Azzurra) na edição do Giro d´Itália 2020.

Foi em 1909 em Milão que decorreu a primeira etapa de sempre do Giro d´ Itália, associada ao jornal desportivo La Gazzetta dello Sport. Assim começaria uma das grandes provas de ciclismo atual. Na sua primeira edição o Giro d´Italia apenas contava com 8 etapas que se desenrolavam ao longo de 2 448 quilómetros. Atualmente é uma das 3 Grandes Voltas, compreendendo 21 etapas disputadas ao longo de 3 semanas.

A primeira edição contou com 127 corredores que alinharam na praça de Loreto em Milão, ao contrário do que é vivido hoje, as etapas eram corridas a cada 2/3 dias, para coincidir com as publicações trissemanais do jornal La Gazzetta dello Sport.

Seria apenas em 1931 que surgiu a tão reconhecida Maglia Rosa, símbolo intemporal do Giro d’Italia, vestida pelo líder da corrida. O rosa foi a cor escolhida, tomando as cores das páginas do jornal La Gazzetta dello Sport. 

Atualmente existem 4 Maglias: Maglia Rosa, adjudicada ao líder da classificação geral; Maglia Azul, líder da classificação da montanha; Maglia Ciclamino, líder da classificação por pontos e a Maglia Branca, vestida pelo líder da juventude.

João Almeida (Maglia Rosa) e Rúben Guerreiro ( Maglia Azzurra) na edição do Giro d´Itália 2020. Foto: Marco Alpozzi/LaPresse Giro d’Italia 2020 – 103th edition – Stage 9

A história de Portugal no Giro começou em 1976, Fernando Mendes e Joaquim Agostinho, ambos da equipa Teka, correram nas míticas estradas de Itália. Joaquim Agostinho não concluiu a prova, mas Fernando Mendes conseguiu um louvável 17º lugar na Geral. A história de Portugal só tinha começado, e os feitos portugueses ainda estavam para chegar.

Depois de vários anos de história, que já iremos recordar, em 2020, Portugal veria a chama do Giro d’Italia a ser reacendida, naquele que foi, até agora, o “Ano” nesta grande Volta.

Nas páginas seguintes falamos da história dos portugueses que marcaram o Giro: Acácio Silva, Rúben Guerreiro, José Azevedo (na primeira pessoa) e João Almeida (na primeira pessoa). Falamos ainda com Rui Costa que nos contou um pouco da sua experiência, nesta que é uma prova de beleza excecional.

Os momentos mais importantes do legado português no Giro:

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