Estrada, Internacional

Como é o percurso do Mundial? Os prós explicam

Estivemos à conversa com a brasileira Thayna Araujo, que vai correr a prova de elites no sábado, e com o “nosso” Miguel Salgueiro, que vai correr em sub-23 já esta sexta-feira, para nos darem as impressões sobre o percurso do mundial do ciclismo da Flandres 2021


Thayna Araújo, representante do Brasil na prova de Elites Femininos

Thayna Araujo com Elisa Longho Borghini, numa das provas que correu em solo europeu este ano

Thayna Araujo é representante brasileira no campeonato do mundo de ciclismo da Flandres 2021, corredora da equipa Memorial Santos – Saddledrunk. Desde há uns meses está na Bélgica com a sua equipa a preparar este mundial e a correr algumas provas locais para se habituar ao nível de competição europeu, uma vez que o calendário interno brasileiro tem provas de uma dimensão menor, e com poucas corridas por conta do drama da Covid-19 no país irmão. Estivemos um pouco à conversa com ela para nos explicar qual a sua opinião do circuito deste mundial.

“É um circuito muito rápido, eu acredito que o ponto decisivo será no circuito de Flandrien que tem seis subidas, apesar de serem curtas são bem inclinadas, penso que uma tem uma rampa de 17% [Moskesstraat], e as duas mais duras são com paralelos. As subidas de paralelos são bem estreitas, e muito difíceis, são paralelos grossos e um pouco espaçoso. Posso comparar com o Kapelmuur que já fiz antes, estas subidas do mundial são um pouco mais curtas, mas são igualmente duras.

Ainda não conheço o traçado desde Antuérpia até Leuven, mas do que dá para perceber pelo livro de prova e pelo que falei com outros ciclistas que é totalmente plano, acredito que sejam estradas largas, sem problemas.

Eu acredito que a corrida vai seguir bem controlada até o circuito, pode ter algumas tentativas de fuga, mas não acredito que dure, ao meu ver a prova está bem aberta, qualquer um pode vencer. Acho que acabará por ser uma prova bem rápida.”

Se quiseres saber mais da ciclista brasileira podes ver a entrevista realizada pelos colegas da BikeBlz no início da semana.


Miguel Salgueiro, representante de Portugal na prova de Sub-23 Masculinos

Miguel Salgueiro no reconhecimento do percurso com Daniela Campos e Maria Martins

Miguel Salgueiro é um dos representantes da seleção portuguesa no Mundial de Flandres, no escalão de sub-23. O corredor da LA Alumínios – LA Sport corre na Bélgica uma das suas últimas corridas no último dos escalões jovens, ele que tem no palmarés um nono lugar no campeonato da Europa do ano passado. Poucas horas depois de chegar a terras flamengas falou-nos um pouco sobre o percurso.

“Treinei no circuito de Leuven, mas infelizmente não tive oportunidade de fazer o circuito da Flandres, que em teoria é o mais duro. Quanto a essa parte do percurso falei com o Rui Oliveira que conhece as subidas [já corre por exemplo a La Flèche Brabançonne], e também estudei através do livro de prova e vi alguns vídeos das subidas. Apesar de haver uma subida em paralelo muito dura acho que há uma de alcatrão que ainda é pior.

Quanto ao circuito de Leuven é acessível, em termos de inclinações das subidas, mas a dificuldade vai estar na velocidade, porque certamente a corrida vai ir muito rápida. Há duas subidas de alcatrão mais inclinadas, uma delas até tem pintadas as caras do Mollema e do Van der Poel, e uma em paralelo que não é tão inclinada, fiz lá uma passagem num ritmo mais rápido e gostei muito de como me senti, mas são só 150 metros, acredito que não dará para fazer diferenças em nenhuma das corridas.

Em termos de favoritos para a corrida de sub-23 acho que as seleções da Noruega, Dinamarca e Bélgica são as mais fortes, e a Inglaterra pode surpreender, têm o Ethan Vernon que é muito forte. Há ainda alguns corredores que já correm no WT e são muito fortes”
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