Estrada, Internacional

Cinco coisas que queremos ver em 2023

Cinco coisas que queremos ver em 2023

A fasquia para 2023 está muito elevada. A temporada passada deu aos fãs de ciclismo muito e variado espetáculo e ficou marcada por algumas grandes desilusões e muitas confirmações importantes. Pelo menos no papel, parece difícil o novo ano atingir o mesmo nível, mas a PCM preparou uma receita para o sucesso: se estas cinco coisas acontecerem, não nos podemos queixar de 2023!

João Almeida no pico das suas capacidades

Durante a aproximação ao último Giro d’Italia, João Almeida referiu que os verdadeiros frutos do seu trabalho com Iñigo San Millán iriam surgir em 2023, pelo que a expetativa para este ano é alta. O duro das Caldas vai repetir as Grandes Voltas que fez em 2022, novamente com a equipa toda à sua volta em Itália e em liderança conjunta com Juan Ayuso em Espanha.

Considerando o brilharete do jovem prodígio espanhol na última Vuelta, a possibilidade de Tadej Pogačar começar a fazer duas Grandes Voltas por temporada, e o contrato a longo prazo do português na UAE Team Emirates, 2023 é essencial para Almeida assegurar o seu estatuto na equipa. Não se pede que ganhe já o Giro – até porque a concorrência é de altíssimo nível -, mas tem de estar na luta até ao fim.

Duelo de Remco Evenepoel e Primož Roglič no Giro d’Italia

Na sequência do ponto anterior, estes dois titãs vão ser os maiores oponentes de João Almeida nas estradas italianas. A última Vuelta já deu uma amostra do quão espetacular uma luta entre Evenepoel e Roglič pode ser, mas os múltiplos azares do esloveno cortaram o filme a meio e escancararam a porta para a vitória do belga. Agora, com os dois ciclistas a prepararem especificamente a mesma Grande Volta, esperam-se combates dignos de um western de Sergio Leone, seja em que terreno for. Está previsto um ensaio geral para a Catalunha, mas a história só será escrita em maio: veremos quem vai vestir de rosa no plano final!

Regresso de Egan Bernal ao mais alto nível

Egan Bernal é a personificação da resiliência. Em 2020, quando estava a defender o seu título no Tour de France, teve um problema nas costas que o atirou para fora da corrida e fez muitos adeptos temer pelo seu futuro; no ano seguinte, apesar de nunca se ter mostrado tão forte como quando venceu o Tour, dominou o Giro e fez uma Vuelta sólida, dando sempre indicações de que poderia estar ainda melhor nos anos seguintes.

Todo esse esforço foi deitado por terra quando, há cerca de um ano, foi abalroado por um autocarro durante um treino e teve de ficar afastado da competição durante vários meses. Entretanto, o colombiano já alinhou à partida em algumas provas e até está escalonado para o Tour deste ano, mas, se o passado indica alguma coisa, ainda vai demorar algum tempo até Bernal voltar a ser aquele Bernal que vestiu de amarelo em Paris – se é que algum dia o vai voltar a ser. Pelo bem do ciclista e da modalidade, esperamos que isso aconteça o mais rápido possível.

Mark Cavendish à partida no Tour de France

Os últimos dois anos de Mark Cavendish foram uma montanha-russa de emoções: o míssil da Ilha de Man regressou dos mortos em 2021, ganhou quatro etapas no Tour e igualou o recorde de Eddy Merckx, mas mesmo assim não conseguiu um lugar no oito da sua equipa para a edição de 2022, o que lhe retirou a possibilidade de se isolar como o mais vitorioso de sempre no Tour. Ainda sem equipa, pelo menos publicamente, o regresso de Cavendish à Grande Boucle, que parecia inevitável depois de igualar Merckx, não é mais que uma miragem. Mesmo que não consiga a vitória que procura, queremos ver o britânico à partida em Bilbao no dia um de julho.

Rúben Guerreiro com liberdade nas Ardenas

A última época de Rúben Guerreiro foi uma (parcial) desilusão. Não por culpa do ciclista, que se apresentou sempre em grande forma, mas por culpa dos azares que o impediram de se mostrar como poderia. Esses azares começaram logo no UAE Tour, onde ia lançado para um resultado dentro do top-10 final, mas aconteceram, principalmente, nas Ardenas e no Tour de France.

Tendo em conta que, no Tour, o cowboy de Pegões estará no apoio a Enric Mas, resta esperar que nas Ardenas tenha liberdade para correr livremente e que consiga confirmar as excelentes indicações que deixou em 2022.

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