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Carlos Rodríguez aproveita a luta entre os titãs, e dá a segunda seguida à INEOS Grenadiers no Tour

Carlos Rodríguez aproveita a luta entre os titãs, e dá a segunda seguida à INEOS Grenadiers no Tour

A etapa 14 da Volta a França trouxe mais um duelo entre os titãs Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) no Col de Joux Plane. Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers) aproveitou-se desta luta, e da forças completamente equilibradas entre os dois, e conquistou a sua primeira vitória numa Grande Volta, a segunda seguida da sua equipa nesta edição do Tour, e ascendeu ainda ao terceiro lugar da geral, por troca com Jai Hindley (BORA – hansgrohe), por 1 segundo.

Com a corrida já em plena região alpina, a caravana da Volta a França tinha hoje pela frente mais uma etapa recheada de montanha, com o Col de Saxel (4 km a 4,7%), o Col de Cou (7,1 km a 7,5%), o Col du Feu (6,1 km a 7,7 %), o Col de Jambaz (6,8 km a 3,8%), o Col de la Ramaz (14,1 km a 6,9%) e o Col de Joux Plane (11,7 km a 8,5%) encaixados nos cerca de 152 quilómetros que separavam Annemasse de Morzine les Portes du Soleil.

Carnificina nos primeiros quilómetros

Logo nos primeiros quilómetros da etapa, uma grande queda no seio do pelotão levou à neutralização temporária da corrida. Quase todas as equipas tiveram elementos que sentiram o duro asfalto, mas aquelas que mais se podem “queixar” são a Intermarché-Circus-Wanty, a Movistar e a EF Education-EasyPost, devido às desistências forçadas de Louis Meintjes, Antonio Pedrero e Esteban Chaves, respetivamente.

Após o recomeço da prova, e já em plena descida do Col de Saxel, foi a vez do azar bater à porta de Romain Bardet (dsm – firmenich) e James Shaw (EF Education-EasyPost), que também tiveram de abandonar pelo mesmo motivo.

Jumbo-Visma com rédea curta

A partir daqui as tentativas de fuga sucederam-se, com vários ciclistas a procurar entrar na escapada que lhes valesse o passaporte para a luta pelos muitos pontos para a classificação da montanha que estavam disponíveis no dia de hoje. A Jumbo-Visma não facilitou a vida a estes intentos, e foi apenas na segunda subida categorizada do dia que um grupo de 21 elementos se conseguiu distanciar do grande grupo, incluindo o líder da camisola das bolinhas, Neilson Powless (EF Education-EasyPost), Mikel Landa (Bahrain-Victorious), Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), Julian Alaphilippe (Soudal-Quick Step), Giulio Ciccone (Lidl-Trek), Guillaume Martin (Cofidis), Matteo Jorgenson (Movistar) ou Michael Woods (Israel-Premier Tech). Com a diferença sempre limitada a umas dezenas de segundos, foi esta a situação de corrida permitida aos homens da frente, que tiveram de dar corda aos sapatos para conseguir batalhar por este desiderato.

Mas as “Abelhas” não estavam para brincadeiras. O ritmo imposto pela equipa do atual líder da Volta a França no pelotão ditou o início do fim da fuga ainda no sopé do Col de la Ramaz, enquanto ia dizimando a constituição do grande grupo. Assim, e ainda com 8 quilómetros de subida pela frente, o pelotão passou a rodar compacto. Ao cruzar o alto de la Ramaz, já só 15 elementos compunham o até aqui pelotão.

Mais uma ronda da épica luta entre titãs

A chegada à última montanha do dia, o Col de Joux Plane, marcou uma mudança de cores na frente do grupo dos favoritos. Foi a vez da UAE Team Emirates assumir as despesas da corrida, com Rafal Majka a liderar a comitiva do Médio Oriente. Já com cerca de meia dúzia de ciclistas na frente, foi a vez de Sepp Kuss desbravar caminho para Vingegaard, que teve o condão de reduzir o grupo a apenas cinco nomes: Kuss, Vingegaard, Pogačar, Adam Yates (UAE Team Emirates) e Rodríguez.

A cerca de 5 quilómetros do topo, a autorização dada pelo esloveno a Yates foi o mote para o início da batalha. O britânico acelerou na frente do grupo, sendo só acompanhado pela mesma dupla de sempre: Pogačar e Vingegaard. Um quilómetro depois… o espetáculo. Pogačar atacou, abriu uma brecha de 30 metros para o camisola amarela, e foi a esta distância que mediram forças nos quilómetros seguintes, mostrando o enorme equilíbrio de forças que existe atualmente entre ambos.

A resiliência do dinamarquês ficou patente na recuperação que conseguiu fazer, juntando-se a Pogačar já dentro dos últimos dois mil metros da subida. A partir daqui, jogavam-se as bonificações me jogo no topo do Joux Plane. Pogačar ainda tentou surpreender nos últimos metros, mas foi “travado” pelas motos que seguiam à frente da dupla, e que não lhe permitiam espaço para insistir no ataque.

Alheio a esta situação, Vingegaard nunca mais saiu da roda do líder da juventude, e conseguiu mesmo ser o primeiro a passar no alto, alargando em 3 segundos a vantagem na geral.

Não muito longe seguiam Rodríguez e Yates, que aproveitaram esta batalha, para se aproximarem dos dois da frente. O espanhol não foi de delongas, e após alcançar a frente da corrida, lançou-se desenfreadamente descida abaixo. Conquistou uma vantagem curta, mas preciosa, que lhe valeu assim a vitória na etapa. Pogačar ainda tentou alcançar o espanhol, mas teve de se contentar com o segundo lugar, a 5 segundos, batendo ao sprint Vingegaard, que foi terceiro.

Na classificação geral, e feitas todas as contas, Vingegaard alargou a vantagem para Pogačar em 1 segundo, sendo agora 10 os segundos que os separam. Com esta brilhante exibição, Rodríguez saltou uma posição, por troca com Hindley, estando já a 4:43 minutos do líder. Esta etapa ditou também uma alteração na camisola da montanha, já que é Vingegaard o novo líder desta classificação.

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