Ciclocrosse, Nacional

Antevisão do Campeonato Nacional de Ciclocrosse 2021/2022: Todos os caminhos vão dar a Santo Tirso!

2021/2022: a temporada da retoma

Este ano, as grelhas de partida das provas têm estado bem compostas (desde os escalões de formação até às provas de Masters), o que parece indicar que a modalidade começa a ganhar ainda mais asas no nosso país e que mais ciclistas começam a render-se ao ciclocrosse como complemento das suas temporadas. A temporada, a nível masculino, tem tido uma maior presença de ciclistas mais conhecidos pelas provas de estrada, com a estreia absoluta de Tiago Machado ou César Fonte, que se juntam a outros nomes da estrada como: Márcio Barbosa (campeão nacional de ciclocrosse por duas vezes em 2018/2019 e 2019/2020), Jorge Magalhães, Pedro Miguel Lopes, Pedro Pinto, José Sousa e João Salgado ou ainda Miguel Salgueiro, Gonçalo Amado e Ricardo Vilela, que ainda não competiram este ano, mas que costumam estar presentes nas provas de ciclocrosse.

José Sousa (ao meio) e César Fonte (à direita) antes da prova da Superliga de Rebordosa, a prova de estreia de Fonte no ciclocrosse.
Foto: Portuguese Cycling Magazine

Se a época transata ficou marcada em grande escala pela pandemia, a época de 2021/2022 decorre a bom ritmo, sem grandes percalços e com o público a poder voltar a assistir às provas. A temporada deste ano voltou ao figurino habitual com as provas da Taça de Portugal (com 5 etapas, das quais 4 já se encontram realizadas), as provas da Superliga AC Porto (com 3 etapas, todas elas já realizadas) e ainda o Campeonato Regional da AC Porto (realizado este domingo em Guilhabreu). Se no lado feminino a grande dominadora do panorama nacional tem sido a famalicense Joana Monteiro, que conta com 4 vitórias na Taça, 2 na Superliga e sagrando-se, ainda, campeã no Campeonato Regional da AC Porto (só foi batida, nesta temporada, numa prova da Superliga em Penafiel pela regressada Ana Santos), no lado masculino tem-se assistido a um ‘tu cá, tu lá’ protagonizado por Mário Costa e Vítor Santos. Costa e Santos têm dividido, quase, igualmente as vitórias: Mário venceu as provas da Taça em Melgaço e em Labruge, da Superliga em Penafiel e ainda o Campeonato Regional da AC Porto, ao passo que Vítor venceu as provas da Taça em Abrantes e em Vouzela e da Superliga em Rebordosa. A única prova que não caiu para as mãos de um dos ciclistas acima mencionados foi a prova da Superliga em Vila Boa de Quires, que teve como vencedor Bruno Silva, companheiro de equipa de ambos. Aliás, esta tem sido uma temporada de ciclocrosse de sonho por parte da equipa da Axpo / FirstBike Team / Vila do Conde que ganharam as 8 provas já disputadas nos Elites Masculinos e 7 das 8 provas nas Elites Femininas. Venceram ainda a geral da Superliga e o Campeonato Regional da AC Porto através de Joana Monteiro e de Mário Costa e antecipadamente a geral da Taça de Portugal feminina por parte de Joana Monteiro, faltando somente a Taça de Portugal masculina, que à partida para a última prova só Mário Costa e Vítor Santos a poderão levar para casa, eles que estão empatados na liderança da Taça.

Vítor Santos e Mário Costa, num dos muitos duelos que têm protagonizado nesta temporada.
Foto: Federação Portuguesa de Ciclismo
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