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5 Perguntas a…Ash Coning

VERSÃO PORTUGUESA

Uma das boas promessas em Portugal, Ash Coning, com 21 anos de idade e natural de York (Reino Unido), é uma das caras jovens da equipa de ciclismo Tavfer-Measindot-Mortágua. Desde 2019 que compete no pelotão português e apresenta-se numa equipa que tem deixado bem patente a sua aposta na formação de jovens ciclistas.

Em 5 Perguntas, poderá ficar a conhecer melhor o jovem britânico:

Portuguese Cycling Magazine (PCM): O que o fez enveredar pelo ciclismo?

Ash Coning (AC): Cresci a ver ciclismo na televisão com o meu pai. Desde sempre que ele é um fã do desporto e foi a pessoa que me meteu no ciclismo. Algumas das minhas primeiras memórias são de eu ir a correr da escola para casa, no verão, para poder dar um passeio de bicicleta com o meu pai, em Yorkshire. Desde então, não parei de andar de bicicleta.

PCM: Qual foi o melhor momento que teve numa bicicleta?

AC: Em 2013, fui de férias com a minha família para o sul de França. Nesse ano, foi a 100.ª edição do Tour e a 15.ª etapa terminava no topo do Mont Ventoux. Exatamente um mês depois de Chris Froome ter conseguido aquela famosa vitória, eu fiz a subida com o meu pai. Foi incrível. Lembro-me de ter sido um dia muito quente. Tudo aquilo que tinham escrito ainda estava na estrada. Havia centenas de pessoas a subir a montanha. Nunca tinha experimentado nada assim minha vida. Foi realmente o dia em que me apaixonei pelo ciclismo.

Um (ainda mais) jovem Ash Coning na mítica subida do Mont Ventoux

PCM: Qual o maior sonho que tem no ciclismo?

AC: Gostava imenso de ganhar uma das clássicas. San Remo, Roubaix ou Strade Bianche seriam uma espécie de topo dos sonhos. A história e a cultura que rodeiam essas corridas fascinam-me. Gosto bastante de vê-las e espero também um dia ter a oportunidade de corrê-las.

PCM: Se pudesse mudar uma regra no ciclismo, qual seria?

AC: Altura das meias. Na minha vida, nunca ouvi falar de uma regra mais ridícula. A UCI está mais focada em “problemas” como a altura das meias do que nos reais problemas que representam mesmo uma ameaça para a segurança dos ciclistas – como a integridade das barreiras dentro dos kms finais.

PCM: O que o apaixona fora do ciclismo?

AC: É bom, e também muito importante, sabermos desligar-nos do ciclismo quando não estamos a treinar. Enquanto o ciclismo é obviamente uma grande parte da minha vida, há muito mais na vida do que APENAS praticar ciclismo. Gosto de ir às diferentes praias aqui em Cascais ou de dar um passeio em Sintra. Há muito Portugal que ainda quero visitar e explorar. Também jogo muito Call of Duty, que é sempre algo divertido e uma ótima maneira de esquecer todos os esforços que terei que fazer no dia seguinte…haha.

Foto de Capa: Ash Coning

Ash a representar a sua atual equipa (Tavfer) / Ash representing his current team (Tavfer)

ENGLISH VERSION (5 Questions to… Ash Coning)

One of the good promises in Portugal, 21-year-old Ash Coning, a native of York (United Kingdom) is one of the young faces of the Tavfer-Measindot-Mortágua cycling team. Since 2019, he has competed in the Portuguese peloton and presents himself in a team that has made clear his commitment to the training of young cyclists.

In 5 Questions, you can get to know the young British man better:

Portuguese Cycling Magazine (PCM): What made you go into cycling?

Ash Coning (AC): I grew up watching cycling on the TV with my dad. He’s a lifetime fan of the sport and is the person that got me into cycling. Some of my earliest memories are of me rushing home from school in the summer so that I could go for a bike ride with my dad back home in Yorkshire. Since then, I haven’t stopped riding.

PCM: What was the best time you had on a bike?

AC: In 2013 I went to the south of France on holiday with my family. That year was the 100th edition of Le Tour, and stage 15 finished atop Mont Ventoux. Exactly one month after Chris Froome took that famous victory, I rode the climb with my dad. It was incredible. I remember it being a super-hot day. All of the writing was still on the road. There were hundreds of people climbing the mountain. It was like nothing I had ever experienced before in my life. That was the day that I really fell in love with cycling.

A younger Ash Coning with his Dad on the mythical climb of the Mont Ventoux

PCM: What’s the biggest dream you have in cycling?

AC: I would love to win one of the classics. San Remo, Roubaix, or Strade Bianche would be the ultimate dream. The history and culture surrounding those races fascinates me. I love to watch them and hopefully one day I get the opportunity to ride them too.

PCM: If you could change a rule in cycling, what would it be?

AC: Sock length. I’ve never heard of a more ridiculous rule in my life. The UCI is more focused on ‘issues’ like sock length than the real issues that pose an actual threat to rider safety – like the integrity of barriers inside the final KM’s.

PCM: What other passions you have outside of cycling?

AC: It’s good, and also very important to switch off from cycling when you’re not training. Whilst cycling is obviously a big part of my life, there’s so much more to life than JUST cycling. I enjoy going to the different beaches here in Cascais or going for a walk in Sintra. There is a lot of Portugal that I still want to visit and explore. I play a lot of Call of Duty too, which is always fun and a great way to forget about the efforts that I will be doing tomorrow, haha.

Cover Photo: Ash Coning

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